terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Kinka

Eu achava que era o terceiro mas era o DÉCIMO QUARTO ano desse evento. Será que eles não passaram por nenhum tipo de evolução, ou talvez tenham regredido porque o Grupo Sansey foi tomado por moleques?!

A idéia inicial do Grupo Sansey (ou o que tentam nos fazer acreditar) se baseava em difundir os elementos da cultura japonesa entre os cidadãos de Londrina, em suma, os jovens. Muito legal! No começo, era um bando de japoneses velhos e poucos jovens tentando levar esse projeto à frente, vinte anos atrás. Sucesso ele faz, mas existem pontos irritantes que não podem deixar de ser observados, por exemplo, o que antes era, notoriamente, pra ser uma fusão entre os elementos nipônicos e brasileiros, se perdeu. Sim, e deve-se ao fato de que existem tantos japoneses nessa cidade, que a grande maioria deles só se relaciona com outros japoneses! Quando digo japoneses, me refiro aos descedentes, basta ter olho puxado para fazer parte da máfia social japonesa de Londrina. Onde foi parar toda aquela coisa de mistura?! Eu ando em grupos onde, geralmente, sou o único não-descendente, mas isso é porque a estatística deve ser de um não-descendente para cada vinte descendentes por aqui. O que eu desprezo é a maneira como os brasileiros, apenas por terem uma descendência (mesmo que longínqua) japonesa, fecham seu meio social só com outros malucos desse tipo. Espantoso é ver a frequência com a qual os japas só mantem com japas, as relações mais próximas de amizade e afeto amoroso. Isso sim é a mais decepcionate forma de racismo. E um racismo que o pessoal abaixa a cabeça e acha que tá tudo bem. Sou racista por chamar um preto de preto, mas não sou racista se só me relaciono socialmente com não-descendentes por educação?! Mais odioso é ver o bando de otakus que têm sua árvore genealógica a milhões de quilômetros do leste asiático e que, além de abaixar a cabeça a esse racismo, ainda adere. Porra! O pessoal tá negando a própria essência! Menininha-otaku que só fica com japonês?! Vá pra puta que te pariu! A maioria delas vem com o argumento pronto de que gosta da cultura e lalala. Gosta o caralho! Gosta mesmo é dessa modinha que virou o Japão no Brasil. E as culturas das outras centenas de povos espalhados pelo globo?! São desprezíveis os japoneses racistas que só se aproximam de outros japoneses, mas são muito mais nojentos aqueles que sequer tem marquinha do Japão e fazem a mesma merda! É repugnante alguém que menospreza a própria natureza para aderir à outra, e alimentar esse racismo veemente.

Sou do tipo que apóia toda manisfestação cultural (desde que tenha alguma coisa de cultura de verdade). Acharia foda eventos como esse, mas eles não passam de baboseira disfarçada de cultura. A falta de incentivo para que melhorem esses eventos é culpa exclusiva do público sem o menor raciocínio crítico. Um puta país com uma puta cultura está putamente mal-aproveitado aqui, onde tem japonês brotando do solo.
Ja disse em outro post, e vou reclamar disso de novo: CHEGA DE TAIKO! Ta ok, faz parte da cultura e blablabla. Mas só isso?! Até uma samambaia consegue tocar taiko, e eles se aproveitam desse fato para enfiarem duzentos zé-ninguém tocando esse instrumento de percussão e jogarem um playback de frame rate duvidoso com instrumentos que necessitam de mais neurônios para serem tocados, como os eruditas culturais japoneses, shukuhashi, shamisen e koto. Até hoje não vi NENHUM maldito que toque um instrumento tecnicamente difícil nesse Sansey. No Kinka, teve uma apresentação com dança e taiko, onde colocaram tocadores de taiko (taikokas?!) em cima e embaixo do palco. Resultado: um som extraordinário e esplendoroso. Entretanto, para acompanhar a frequência sonora emitida pela grande quantidade de bumbos, aumentaram em equivalência o playback que rangia um violino. Som digital de um ou dois violinos (instumento de cordas friccionadas, com timbre naturalmente agudo) contra o som real de uns vinte taikos (percussão, isso basta). Ah! Era ensurdecedor! Onde será que está o problema desse pessoal? Faltaram as aulas de física, de música ou de bom-senso?!


Fiquei misteriosamente pensando durante o evento: tem alguém que sabe REALMENTE no que se baseia a música dentro do Sansey? É fato que ninguém exige nada de ninguém lá dentro. Distribuo balas de hortelã para toda a comunidade japonesa se algum dos moleques que se apresentaram fez um ano sequer de aula de canto. A berreira dos japas boy-band era incrivelmente amarga. Não conseguiam equilibrar a respiração com a voz, por estarem se mexendo muito. Claro! Se a pessoa não aprendeu o mínimo da técnica de respiração numa aula de canto, NÃO VAI CANTAR BEM, muito menos em movimento. Não canso de dizer que a voz é o instrumento mais difícil de se dominar. A maioria das pessoas se enganam achando que basta saber falar para se saber cantar. Alia-se ao queridismo que devem passar esse monte de japoneses ao receberem inúmeros elogios falsos de gente idiota que acha que está fazendo bem ao dizer que aqueles infelizes cantam alguma merda. Certeza que se enchem de um orgulho sem mérito porque o que não vai faltar é gente pra dizer que cantam bem e puxar o saco dos japinhas bonitinhos. Parem de ser idiotas, todos vocês! O que é ruim, tem que ser bom! Se não quiserem melhorar, pelo menos aceitem que está ruim e não continuem com essa merda toda. O problema-mor é que está tudo uma merda e ninguém tem a coragem de dizer, fica esse chove-e-não-molha onde a pagação de pau, cria uma geração de medíocres que se convencem que são bons.

Talvez isso tudo gire em torno da observação que minha amiga fez enquanto comíamos: "se não forem eles, quem é que vai fazer?" Bom, eu desacredito que gire em torno disso, mas entendo que diminuiria radicalmente o número de pessoas no Sansey, caso aquilo fosse uma coisa séria. Botem um músico para ensinar técnica vocal para essa molecada, e um músico rígido! Chega de achar que ta tudo bem, invistam! Achem um indivíduo que entenda de coreografia; um sonoplasta; um erudita japonês! Aí sim, mais da metade dos zé-ninguém que só sabem bater no tambor e berrar ondas sonoras disformes, sairão de lá e darão espaço àqueles que querem alavancar a coisa, que querem um nível para aquilo. Quantidade não é qualidade!

Não é mais válido o argumento de que eu só reclamo. Até mesmo o apresentador do Kinka disse esse ano: "Não precisa saber cantar para entrar no Sansey". Jogam porcaria na minha cara, deixam isso claro e eu olho para o lado e vejo que tem gente se derretendo com toda essa mediocridade. Deplorável.
Enquanto continuarmos engolindo a merda que jogam nas nossas gargantas, será merda que continuarão a jogar.

domingo, 30 de novembro de 2008

Mônica em mangá

Dê uma olhadinha rápida na banca mais próxima de sua casa e vai encontrar a nova e surpreendente transformação da turma do Limoeiro: Turma da Mônica versão mangá. Para você que não entende bosta nenhuma, deixo claro: isso não é mangá! Mangá não é simplesmente a tradução japonesa de "quadrinhos", assim como Maurício de Souza deixa parecer nas primeiras páginas do volume zero de sua nova porcaria. Os mangás são criados em preto-e-branco (ou escala de cinza) com intenções, não simplesmente por economia de dinheiro ou preguiça de pintar, pois o japonês pode ser bizarro e o diabo a quatro, mas preguiçoso não é. A idéia de movimentação rápida, câmeras bem distribuídas e personagens super-expressivos são pioneiras do mangá, lá da época do Osamu Tesuka. Tudo isso, aliado a quadros monocromáticos, dificultam a compreensão rápida da cena, forçando os menos acostumados a ficarem muito tempo numa única cena para compreendê-la. E esse é o grande lance do preto-e-branco, te fazer raciocinar! Há certos mangakás (desenhistas de mangá) que abusam dos traços de movimentação e fazem com que até os leitores mais avançados se percam esporadicamente, assim como eu ficava constantemente boiando em algumas cenas do, recentemente findado na edição brasileira, Angel Sanctuary, da autora Kaori Yuki.
Todos esses elementos do mangá, NÃO são encontrados nessa nova Mônica. Continua o mesmo gibi com imagens chapadas, sem aspecto de movimentação, como fotogramas, mas, dessa vez, em preto-e-branco. Da maneira que funciona a cabeça do Maurício de Souza, imagens paradas e socadas umas na frente das outras como stop-motion. Mudaram o traço? Quase nada. A Mônica é o que todos já esperavam de sua imagem crescida, uma vez tendo lido a Tina. Jogaram os olhos "mangá-like" que qualquer aspirante a desenhista de mangá sabe fazer, inclusive aqueles que fazem cursos na K2, achando que serão grandes quadrinistas, e, mesmo assim, ele não teve a coragem de esticar direito aqueles olhos à nivel de quadrinho japonês mesmo, que é bem exagerado.
Basicamente, o Maurício está fazendo uma adaptação técnica do "seu estilo" para o mangá. As aspas se devem ao fato de que, caso não saibam, o titio Maurício não desenha merda nenhuma. O que ele desenha são aqueles personagens puxados e bizonhamente retorcidos de mil novecentos e sessenta/setenta e tantos. Os méritos da turma atual são do Aluir Amâncio, o desenhista que deixou a Mônica fofinha.

Além de tudo, ele ajuda na estereotipação do japonês e seu país, socando o gibi de apetrechos eletrônicos como se o Japão fosse um paraíso hi-tech e nada mais. Provavelmente, ele seja assim mesmo na mente pequena desse espírita ambicioso e sem nenhum senso de mercado que é Maurício de Souza. Exemplificando seu fracasso de planejamento, ele vendeu 45.000 exemplares na Bienal do Livro e precisou ser feita uma nova tiragem para as bancas. Isso é extraordinário, o cara faturou uma grana preta (multiplique o total pelo preço unitário e subtraia uns 30% da editora), mas nas bancas, o negócio tá indo bem devagar. Falta de planejamento! A mesma lorota do ordinário do Cassaro que parou com o quadrinho do Holy Avenger e especulou uma animação que não saiu de uns míseros testes porcos que ainda devem rolar pelo YouTube. Na banca, a concorrência é forte. Acabou a novidade e se está ao lado de gigantes da molecada trouxa como o Naruto. Sem contar os otakus-burros que compram Naruto porque são otakus-burros, vamos falar da molecada nova. Essa molecada que assiste Naruto no Cartoon Network e na TV aberta. É um público tão grande, ou talvez maior, do que os otakus que esquecerem de amadurecer e continuam lendo Naruto, Sakura e Mônica e vão a eventos de anime para mostrarem livremente toda o seu atraso mental, travestidos de cosplays.
Deixando minha raiva de otakus de lado, voltemos à imparcialidade. O fato é que Naruto passa na TV. É sabido que a animação eleva o mangá e vice-versa. A falta de planejamento do Maurício e sua equipe fizeram com que a animação da Mônica em mangá só saia ano que vem. A coisa mal ta pronta! Ano que vem sai esse lixo e todo mundo já se esqueceu. E a molecada continuará lendo e vendo seu Narutinho.
Outra putaria que deveria ser frisada é a farsa do mascote da imigração. Imagine a quantidade de desenhistas-amadores que mandaram seus mascotes para o concurso, acreditando na oportunidade, alimentando um sonho (bem besta, se tratando do Brasil), para, no final, o vencedor ser ninguém menos que Maurício de Souza. Vá para o diabo! A gurizada sonhando e foram todos sapateados pela corrupção do universo dos quadrinhos nacionais, onde o deus é o Maurício de Souza.


Isso tudo é um paradoxo. Podemos pensar que o Maurício deu um tiro no próprio pé, abrindo espaço para a cultura do mangá. O leitor infantil, agora com o interesse despertado, tem acesso à internet o tempo todo. Dois palitos para caçar títulos muito melhores na internet mas também, como a coisa não tem limite, achar toda a putaria de lolicon e essas merdas insanas que só são engolidas por japoneses problemáticos ou por otakus muito, mas MUITO estúpidos. É interessante essa mistura de culturas, mas vamos trazer do Japão só o que tem de bom, por favor. Já chega de toda merda que acabou escapando pelo buraquinho e veio parar na mente despreparada do brasileiro, criando o otaku-nacional a quem estou submetido a ver em cada evento cultural que vou, talvez ainda acreditando que há um futuro para o quadrinho nacional e para o fã brasileiro de quadrinhos. Não consigo enxergar uma maneira para ampliar o discernimento lógico do leitor nacional. A cada coisa boa que aparece, milhões de coisas ruins vêm juntos e me parece que o brasileiro só consegue absorver as ruins. Já tem até show de Visual Kei no Brasil. Estamos caminhando ao inferno.

Se você é desenhista e está lendo esse post, aproveite a oportunidade que o Maurício abriu na mente dos leitores infantil e infanto-juvenil, e lance seu quadrinho, corra atrás. Mas, pelo amor da sua mãe, tenha idéias! Não copie! Chega de fanzineiro que desenha samurai para os garotos ou a colegial bonitinha para as garotas. Chega dessa merda! Viva a realidade de seu país, seu inútil.

Fica a dica.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ilhado pela incompetência

Semana passada, o Mercado Livre suspendeu meu cadastro e me enviou um email explicativo dizendo o seguinte:

Olá IN.GAME

Seu cadastro foi cancelado e automaticamente todas as suas negociações ativas foram canceladas.

Atenciosamente,

MercadoLivre.

Eu tinha acabado de acordar e não tava entendo o motivo de tantas mensagens na minha caixa de entrada até ler esse email. Tratavam-se de emails do cancelamento de cada produto que eu tinha anunciado, alguns de clientes que solicitaram devolução do dinheiro e outros emails diretos de clintes pedindo satisfações. O que acontece é que essa digníssima instituição chamada Mercado Livre, se ve no direito de suspender cadastros a torto e à direita sem ao menos ponderar os gastos de um vendedor. Enviaram um email para cada cliente com negociação aberta comigo com a sugestão de não prosseguir com a negociação comigo pois meu cadastro estava sob investigação. Pronto! Um simples email deturpa uma imagem. Dois palitos para metade dos clientes solicitarem o dinheiro de volta, o dinheiro retido no Mercado Pago. Ok, eu posso recusar a solicitação e teremos mais um prazo para entramos de acordo, e tenho certeza que o comprador entenderá pois já enviei vários produtos que estão para chegar. Errado! Sem acesso à minha conta, não posso recusar a solicitação de retirada de dinheiro dos compradores. Após um certo prazo, usa-se da idéia do "quem cala, consente" e o dinheiro volta ao comprador. Não entendeu nada porque você nunca vendeu ou comprou pelo Mercado Livre? Bem resumidamente, o Mercado Livre cortou minha conta sem motivos e está deixando com que vários dos meus clientes levem produtos sem pagar nada. O meu prejuízo está beirando os mil reais brutos. Mil reais porque não contei as negociações que aguardavam recepção, isso daria mais uns três mil reais. E, ainda, a imagem suja que o Mercado Livre pintou de mim, renderá um prejuízo incalculável.

Essa instituição que muda constantemente o endereço físico e telefone para não serem achados por ninguém, ficou mais de uma semana com o site 'travado'. Após isso, como compensação ao imenso prejuízo causado a milhares de vendedores, deram três míseros dias de anúncio grátis como se isso cobrisse 1/10 da merda que fizeram. Agora, se sentem capazes de suspender o cadastro de um usuário em dia com os pagamentos e normas sem, ao menos, dar uma explicação. Mandei um email aos vagabundos e eles me deram o prazo de três dias úteis para resposta. Espero que a resposta também seja útil. Mas, enquanto isso, o tempo passa e os meus prazos acabam. Quanto mais tempo passa, maior meu prejuízo. Caso eu não recupere cada centavo perdido nessa brincadeira de gente incompetente, entrarei com uma ação de perdas e danos contra o Mercado Livre. Será possível que tenho que viver rodeado de incompetentes e anti-profissionais?!
Falando nisso, eu que pensei que tinha me livrado do Sesi, estava enganado. Há mais de três meses, quando saí daquela coisa e fui para o Pontual, havia uma certa papelada a ser devidamente acertada. A minha parte já está completa com o Colégio Pontual, entretanto, aguardo o meu histórico escolar do ensino médio, que está em posse da instituição Sesi. Esse documento tinha um prazo de, no máximo, dois meses para ser transferido de colégio para colégio. Mas lá, a coisa não anda, se arrasta. Eu não duvido nada que, naquele colégio onde marcam uma viagem para a praia no dia do vestibular da Federal do Paraná, estejam atrasando o meu lado. Sem esse documento, minhas médias não fecham; meu boletim não sai; minha recuperação fica incalculável e, por fim, não passo de ano. Acabo de saber que passei em primeiro lugar da minha sala na Unifil, logo, ganhei bolsa integral para o curso todo de Ciência da Computação. Caso eu não passe na UEL, obviamente aproveitarei essa oportunidade. Contudo, certamente há alguém que quer bloquear meu progresso ou, então, simplesmente não quer trabalhar, já que isso é praxe de certas pessoas.

Hoje, irei ao Sesi. Perder meu tempo que poderia estar estudando ou trabalhando. Essa é minha vida: além de cuidar das minhas preocupações, tenho que ficar de olho para ver se os outros estão fazendo tudo certinho, pois, eles cagam, e quando cagam, eu que tenho que limpar.

Cresçam.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O infortúnio das escolhas


Já dizia alguém que não me lembro quem: somos vítimas de nossas escolhas. Percebe quanto sofremos por escolhas mal-feitas? Culpamos meio-mundo mas temos que aprender a acostumarmo-nos com nossas escolhas mal-sucedidas. O mundo está cheio de gente oportunista que te levará a uma escolha terrível. Maduro é aquele que consegue passar por isso, dando a volta por cima.
Sou o cara de escolhas miseráveis. Tenho um talento nato para optar pela pior escolha, mesmo que ela seja uma em cem. Se eu contasse metade delas detalhadamente, muitos achariam que sou um mentiroso ou que me passo por coitado. Dentre minhas piores escolhas, estão as relacionadas a rumos letivos. Estudei num colégio bom em Ourinhos, sempre fui o melhor aluno e blablabla (pularei a parte infla-ego). Uma criança nerd que adorava ser chamada de inteligente e se achava o melhor com todas as brincadeirinhas que faziam a respeito de suas notas altas. Como os professores eram deuses para mim, suas palavras eram mais que ordem. Por causa disso, tive minha primeira escolha desastrosa: resolvi fazer ensino médio no colégio técnico, um colégio de Ourinhos que mantinha boa fama por, apesar de ser gratuito, exigir um bom resultado numa prova para ser admitido. Como um vestibular, x candidatos para y vagas.
Passaria dias relatando a imundice daquele colégio e ainda tive o azar de cair bem no ano que os professores fizeram uma greve salarial. Repeti aquele ano por faltas. Não queria passar um ano sem ter aprendido nada. Esse ano foi terrível para mim pois, devido à outras escolhas ruins, desanimei dos estudos. Bem, estou contando demais sobre minha vida e isso não é bem um diário...

Voltando ao foco, uma das minhas últimas escolhas erradas foi o Colégio Sesi. Desesperado em sair da rede pública, optei pelo primeiro barateiro que encontrei. Associei o nome SESI com o mesmo que estudei em Ourinhos, mas o sistema do estado do Paraná é outro e, eu deveria ter previsto isso, os admistradores locais também são outros. O nome não era nada...

Por falta de condições financeiras, cometi o mesmo erro do colégio técnico de Ourinhos. Atrasei quase dois anos da minha vida letiva num pandemônio inenarrável. Atualmente, o Colégio Sesi não aderiu à uma chance que a Unifil ofereceu a todos os colégios de ensino médio de Londrina. Oportunidades de bolsas integrais e parciais para os melhores alunos de cada colégio! A Unifil, apesar do preconceito em relação às instituições privadas de ensino superior, tem alto conceito e é, sem dúvida, uma boa universidade. Mas não aderiu por quê? Aparentemente, coincidiu com a data de uma viagem para a praia. Basicamente, trocaram uma oportunidade rara de estudo firme por areia e sal (e um pouco de putaria, quem sabe?!...). Eu sei que prometi a mim mesmo que subiria, de joelhos, as escadas rolantes que descem do Shopping Royal Plaza, caso alguém da minha ex-sala, passe em algum curso da UEL que seja mais concorrido que 20 por 1. Sim, exemplifiquei toda a minha descrença. Mas um colégio não deveria pensar assim. Se são descrentes em relação aos alunos, deveriam se esforçar para melhorarem a situação. Entretanto, por certo, isso não passa na cabeça de muitos dalí. Me lembro como muitos se gabavam dos seus títulos de mestrado e sei lá mais que diabo, mas tenho certeza que se montassem suas próprias instituições, não saberiam organizar nem mesmo os livros em suas estantes. Uma boa parte dos grandes, se rói de raiva de mim mas tentam não demonstrar porque sabem que o ato de ignorar é mais sábio. Mas é apenas fingimento e, por muitas vezes, mal-sucedido.

Insituições como essa, acabam com a esperança no jovem brasileiro. Incompetência, desonestidade, trapaça, vingança, birra, e inúmeros outros adjetivos que não deveriam fazer parte de um corpo docente e administrativo. Sinto que alguém deveria mudar toda essa lambança, mas me acho um palhaço em esperar que caia do céu. Posso ter armas letais um dia, mas hoje, infelizmente, sou inofensivo. O que está nas minhas mãos, estou fazendo: estudar.

Estaria confiante de passar na UEL ou em outro vestibular, mesmo de exatas, se eu tivesse simplesmente escolhido o Pontual no lugar do Sesi, daquela vez... Tento aproveitar o máximo da união de incríveis professores que tenho atualmente, mas é claro que entrei no caminho certo um tanto quanto atrasado. Só que não importa! É hora de mostrar a minha maturidade, já que eu divulgo que tenho. Hora de parar de culpar aos outros, assumir meus erros e lutar, mesmo que sozinho, contra toda a sujeira da educação nesse país.


Aí vem UEl.
Sinto muito em ter que carecer de um "boa sorte".


Abraço a todos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Atrasa Londrina

Mesmo com tanto trabalho e tão pouco tempo para a diversão; depois de um cansativo dia de aula, tempo perdido atrás de cliente caloteiro e atrás dos Correios que atrasam meus pacotes, resolvi postar no dia de hoje.

Apesar das acusações pelos crimes de superfaturamento de obras públicas, compra de votos, desvio de dinheiro público, promoção pessoal com dinheiro público, fabricação de licitações fraudulentas, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, o candidato Antonio Casemiro Belinati, vai para o segundo turno com arrebatadores 36% dos votos válidos, contra os humildes 23% do adversário, em segundo lugar, Luiz Carlos Hauly.
O demônio populista que defasa os cofres da prefeitura quando no poder, continua vigoroso, protegido pelas costas-quentes de um eleitorado imbecil. Guiados pela estratégia usada por Getúlio Vargas, o povo londrinense mostra seu atraso intelecto-político de mais de 60 anos. Alguns são tapados o suficiente para cair na história do "homem-do-povo"; outros (esses no extremo da burrice) seguem a idéia do "rouba mas faz". Qual seria mais absurdo? Vamos analisar um pouco da história de Antonio Belinati como prefeito da cidade de Londrina.

Primeiro mandato (1977 ~ 1982)
Graças à ignorância londrinense, em 1976, Belinati consegue, com discurso populista, seu primeiro mandato como prefeito na cidade de Londrina. Em sua gestão, criou o calçadão, o "Cinco Conjuntos", concluiu a Via Expressa da antiga administração e investiu em educação e saúde. Entretanto, escancarou os cofres e foi acusado de desvio de verbas de obras como o Terminal Rodoviário de Londrina e as milhares de casas populares da Zona Norte. Renunciou o cargo para participar das eleições da Assembléia do Paraná e deixou seu sucessor, Wilson Rodrigues Moreira, com uma dívida de 110 MILHÕES DE DÓLARES, que conseguiu ser diminuída para 28 milhões.

Segundo mandato (1989 ~ 1992)
Marcado pelas melhorias na área da saúde, Belinati criou 40 novos postos, entre esses, uma creche na área central, um centro de atendimento médico 24 horas e uma maternidade de assistência gratuita. Doou terras às pessoas carentes e realizou construções como o Autódromo Internacional de Londrina. Foi acusado de ajudar vereadores a comprarem votos através da isenção de carnês do IPTU. Novamente, deixou a prefeitura endividada.

Terceiro mandato (1997 ~ 2000)
No mais estrondoso de seus mandatos, Belinati trouxe algumas indústrias para Londrina, como a Caninha Oncinha; criou a "Secretaria Municipal do Idoso" e o "Pronto Atendimento Infantil". Foi responsável por sujar o nome de Londrina em rede nacional com seu inocente desvio de 123 MILHÕES DE REAIS.
Em 2000, é afastado do cargo. Foi preso duas vezes e chegou a ficar 10 dias na cadeia.
Foi considerado chefe de quadrilha e responsável pelo roubo de 200 MILHÕES DE REAIS dos cofres públicos.
Belinati virou notícia nacional e internacional e ganhou um pomposo lugar entre os 20 políticos mais corruptos da história do Brasil.

Diretamente ou não, qualquer londrinense sabe que o Tio Bila não é flor que se cheire. Mas ainda votam nele por essa postura popular que ele forja. Mas de humilde, ele não tem nada, nem a cara. Dono de quase metade da cidade, tenho certeza que o lanchinho dele não é pão-com-mortadela.
Então, teoricamente, ele é um homem-do-povo não por ser parte do povo, mas por se preocupar com o povo?! Que tipo de preocupação consiste em projetos faraônicos, desprezo a investimentos de longo prazo e roubo dinheiro público?! Seu homem do povo te dá um barraco que cai com chuva-de-granizo e, em troca, só pede um iate, uma chácara, um apartamento... Que generoso!

Já passou da hora desses indivíduos terem vergonha na cara e pararem de pensar nos próprios focinhos. Rouba mas faz? Os outros fariam ainda mais se não tivessem que pagar as dívidas que o sujeito deixou.
Dentre todos os candidatos, o melhor era o Cheida. Mas, infelizmente, sua campanha não foi muito rica e ele acabou ficando atrás do Barbosa (ui).
Entre comer pão-velho e merda, é melhor o pão-velho, logo, espero que o Hauly leve essa, mesmo discordando inteiramente do sujeito.

Mas vejamos pelo lado bom, poderia ser pior! Poderia dar Belinati e Barbosa! Ou então Belinati e André! *coloque sua divindade aqui* nos livre! Isso ia ser muito pior do que já está. MUITO!
Ao menos, o bêbado agressor do Vedoato não foi reeleito. E nem foram eleitos certos professores pseudo-moralistas com cara de bicha. Quanto aos vereadores, estou parcialmente confiante. Veremos se o londrinense não vai ser burro de votar 11 outra vez.

Fique com um notório vídeo para reflexão:




terça-feira, 9 de setembro de 2008

Comentando a VEJA #1 - "Eles são diferentes. E adoram disso"

A vontade de escrever é quase tão grande quanto a carência de assuntos pelos quais me interesso. Ultimamente, uma das minhas únicas fontes de informação tem sido a Revista Veja. É... a polêmica Veja. Aquela pela qual é complicado encontrar quem opine racionalmente. Uns amam, outros odeiam... Julgamentos banais! Um dia farei um post sobre minha opinião sobre a revista e sobre os opinadores da revista.
Hoje, inauguro esta nova seção: Comentando a VEJA. Tcha-ram!! Nada mais é do que alguns comentários sobre matérias dos números atuais da revista. Pretendo aumentar meu campo de leitura (me falta tempo) e fazer seções com a INFO, Super Interessante, etc..
Bem, vamos ao post.

ADVERTÊNCIA: O conteúdo abaixo é de temática religiosa. Se você é religoso e, por conseqüência, não tem capacidade de enxergar a realidade e se ofende com qualquer blasfêmia, vá visitar um outro site ao seu nível.

Revista VEJA, edição 2077 - ano 41- nº 36. Páginas 134 à138.
Durante uma aula dupla de filosofia sobre a Arte em Platão e em Aristóteles, resolvo abrir minha Veja da semana afim de uma leitura produtiva, uma vez que o conteúdo da discplina já me é sabido. Abri na parte de religião e me deparei com uma foto bizarra. Rapazes alegres dançando estranhamente numa danceteria sob o título "Eles são diferentes. E adoram isso". Logo que comecei a ler, senti a presença de alguém nas minhas costas. Era a Laís. Indagou: "Você é gay?". Estranhei e tentei assimilar a situação. Não consegui e respondi: "Não! Por quê??". Ela replicou: "Sei lá, te vejo lendo uma matéria com uma foto cheia de gays e escrito que são diferentes e adoram isso...". Ri. Não sei se eram gays, por mais que parecessem, entretanto, a matéria se tratava da nova moda jovem evangélica.
Sou ateu. Talvez eu acredite que exista alguma força cósmica que deu origem ao universo. Mas, como costumo dizer, não sei quem é deus, mas sei bem que ele não é. Não posso dizer que não acredito porém respeito todas as religiões, como é praxe dos aspirantes a ateus. Eu não acredito e desprezo qualquer forma de religião existente. Elas influenciam diretamente e de forma negativa sobre minha vida. Não há motivo para respeito.
Se você é teísta praticante e insistiu em contrariar minha advertência, sei exatamente o que pensou sobre meu comentário acima. Sugiro que pare a leitura imediatamente e vá ler a bíblia.

Religião é desculpa para crimes, abrigo aos fracos. Fé e milagre são outros nomes para efeito placebo. Você acredita tanto que convence a sua mente daquilo. Se chegar num ponto extremo, poderá ter visões, sentir coisas e até falar em outras línguas. Alcançará pontos escondidos no cantinho do seu subconsciente. Isso é perfeitamente explicado por praticantes do hipnotismo e entendedores do funcionamento do cérebro humano. Não há nada de milagroso. Recomendaria alguns livros mas sei que não iria ler.
Na revista, fica claro como religião vira fuga àqueles que não têm mais nenhuma esperança, aos fudidos que só podem satisfazer o próprio ego de uma maneira: criando um falso espírito bondoso. Ex-traficantes, ex-assassinos, ex-viciados, ex-prostitutas, ex-diretoras-de-colégio-fracassadas e etc, procuram saída para sua derrota, procuram uma maneira para serem felizes. O ser humano é um bicho desgraçado de burro, parece que sempre espera uma regra a ser seguida. "A Religião é boa!", "Só Deus é o caminho". Quanta fraqueza estúpida.
Para puxar as rédeas dos fracassados, existem os oportunistas, os Edir Macedo da vida. Há muito, a religião passou de um mito para uma boa intenção, depois uma maneira de dominar o mundo e, hoje, se dividiu em ramos comerciais. Dentro do cristianismo, a igreja católica ainda me parece firme com seu ideal de dominar o mundo. Tudo se espera desse povo idiota, uma vez que não abandonaram esta merda mesmo cientes de toda crueldade aplicada e patrocinada pelos antigos padres a papas. Já dentro do cristianismo protestante, o dinheiro manda. Se aproveitar da fraqueza mental dos cidadãos é um golpe baixíssimo. O marketing usa seus truques em propagandas de refrigerantes, lanchonetes, roupas, eletrônicos e tudo que se existe e se venda. Na religião, não é diferente, entretanto, é muito mais baixo apelar para essa lacuna na vida humana sobre quem manda no mundo. É desprezível quem se aproveita da burrice alheia para tirar seus trocados. É fácil! O nome já existe, há um livro com uma história mal-contada, cheio de atrocidades das quais ninguém se presta a questionar. Arrume um capital e monte sua igreja com um nome qualquer. QUALQUER MESMO! Pode ser até Branca de Neve.

Jovens têm homônios em alta. Hormônios pedem sexo, diversão e riscos. Mas os jovens são idiotas, não conseguem controlar a bebedeira, a fumadeira e a trepadeira. Deus é a solução! Agora aliam a moda das discotecas e músicas barulhentas à ideologia protestante. Festa sem alcool, namoro sem sexo. O pessoal é privado dos seus instintos mais naturais em nome de uma baboseira divina que não trará retorno algum. Incrível é como alguns conseguem se sentir livres com isso. Lendo a matéria, achei depoimentos de pessoas que pretendem fazer sexo só após o casamento. Oh god! O sexo foi adorado e relacionado com os antigos deuses por milhões de anos. A Igreja Católica chegou com toda sua prepotência e transformou elementos pagãos como a glória ao sexo em atributos do demônio e do pecado. Se sexo não fosse necessário pra reprodução, provavelmente, proibiriam de vez. Esse legado de burrice que o catolicismo começou, se perdura até os dias de hoje, inclusive nos cultos protestantes.
Admiro algumas estratégias de marketing como famosas da Coca-Cola, Nintendo e Mc Donalds. Não há diferença nessa das neo-pentecostais. Tiram tudo o que pode fazer o jovem sair do rumo normal. Bebidas, drogas e sexo. Isso tudo mexe com seu cérebro de uma maneira maluca, você sai de si. Quem nunca atravessou quase uma cidade toda ou matou um compromisso importante por uma 'rapidinha'?! Ou, então, vendeu itens importantes na busca do sustento de algum vício?! Coisas como essas, tiram o jovem do trilho. Basta jogar muito barulho, festas, uma azaração moderada, jogos, modismos e coisas saudáveis que todo jovem gosta, tomando cuidado apenas com o que pode por em risco que ele enxergue a realidade. Até a opressão cruel já existe. Andam 'na linha' com medo do lago de chamas, do bode, do demônio, do deserto de enxofre.
Se você não percebe o quão manipuladora é a religião. Meus parabéns! Sua fé te transformou num idiota.
Pobres jovens... bem eles que seriam o futuro da nação...
Ignorância não é uma bênção! Acorde pra vida! Não há quem te castigue por seus atos a não ser teus próprios pensamentos.

Em breve, farei um post imenso sobre a farsa do cristianismo.



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Now playing: The Rubettes - Sugar Baby Love

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dezenove anos

Dezenove anos! Oh! É muita coisa! A vida me passou tão rápido. Quando eu tinha uns catorze anos, me imaginava com dezenove barbudo, fortão e com uma moto. Barbudo eu consigo ficar; fortão me falta academia e carboidratos; moto me falta muita grana.
Estou meio anestesiado. No momento, brindo sozinho meu aniversário com uma Heineken de 355ml. Estava há tanto tempo sem beber alcool que uma única garrafa já me deixou sonolento. Sinto o peso da velhice. Talvez por tanto enfiarem em nossas cabeças que quando completamos dezoito anos, temos que ser responsáveis e etc, que acabamos nos convencendo disso. Ano passado, passei por um complexo de idade. Hoje, estou com algo parecido. Me sinto bem mais cansado do que deveria, mais responsável do que deveria. Me sinto no direito de falar algo como "no meu tempo, as coisas eram diferentes...".

Nunca dei muita importância para esse negócio de 'parabéns' ou 'feliz aniversário'. Acho a parabenização um tanto quanto sem sentido, uma vez que não sou digno de mérito nenhum somente por estar mais um ano vivo. Tudo faz parte de uma tradição sem graça, poucas pessoas realmente me desejam tudo de bom e pouquíssimas se mobilizariam se não fosse o alerta do orkut.
Eu com meus pensamentos conservadores, às vezes me sinto como se estivesse sendo deixado de lado, deixado para trás. Pessoas que antes me tratavam com o carinho de um amigo, hoje me tratam com a formalidade de um desconhecido ou um tio, talvez. Recebi um SMS que me deixou, particularmente, constrangido. Tive que parar e pensar por alguns segundos. Alguém que me tratara tão intimamente há cerca de um ano, me trata agora como um velho sem importância.
Algumas pequenas atitudes indiferentes me fazem pensar o quanto a idade física importa. Parece que vou ter que passar por um ciclo de mudança social novamente. Não porque eu queira, mas porque a situação está forçando.

Convido todos à minha festa no dia 20. Mais informações, me pergunte.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Férias?! Assim espero...

Trabalho final entregue hoje! Aparentemente, agradou. O negócio era o seguinte, precisava montar um modelo de prova do Enem, com questões interdisciplinares (isso é difícil) e com textos que fizessem referência a mais de uma questão e precisava de uma questão de cada matéria. Parece fácil, mas essa relação de matérias e construção de questões é uma coisa chatíssima. Enfim, depois de dias quebrando a cabeça e de essa última noite mal-dormida para consertar o slide, compensou. Aparentemente, o trabalho agradou. Espero não ter ficado de recuperação em nenhuma matéria pois quero férias logo. A única média que sei é a de física, que fiquei com 84. Fiquei em primeiro lugar na Gincana do Conhecimento (simulado bimestral) de novo. Wuhul! E minha redação tirou nota máxima.

Hoje tive aula de moto novamente e quase morri uma hora que soltei a embreagem com tudo na descida da rampa. Quando voltava, uma maluca atravessou a faixa de pedestres com o sinal de pedestres FECHADO. Derrapei com o pneu dianteiro e a estabilidade fudeu! Dei umas rodopiadas, bati o joelho na mesinha, mas não caí. E, apesar de ter xingado mentalmente, não fiquei irritado! Milagre?! Talvez... acho que estou feliz por ter ficado em primeiro de novo... ou estou feliz por outra coisinha =D
Que venham as férias!

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Now playing: Nightwish - Feel For You

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Imin 100


Ontem foi a abertura do festival de comemoração dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil. Foram gastos milhões de reais em toda essa festança. Além de todo o evento no Parque Ney Braga (o que nem deveria contar, uma vez que o que foi gasto vai voltar em dobro, no mínimo), foram gastos 2,5 milhões de reais para a construção de uma praça japonesa no centro da cidade. A praça ficou maravilhosa, entretanto, não creio que tenha sido gasto exatamente o que foi declarado. Espero que a praça não seja vítima dos pichadores de rua.
O parque estava tradicionalmente enfeitado, mas de uma maneira que poderia passar despercebida por olhos distraídos. A primeira impressão é: conheço esse lugar. Não estava muito diferente da exposição agrícola que acontece todos os anos no mesmo local. O mesmo parque, os mesmos comerciantes e quase os mesmos estandes. Era uma Expo sem cheiro de esterco. A comida estava cara como sempre e paguei a facada de R$2,50 numa lata de Coca, o que evidenciava o lucro que os organizadores teriam.
Eu estava, de início, somente com a Camila e estávamos somente nós dois quando adentramos no recinto onde aconteceria a cerimônia de abertura. Pegamos lugares e guardamos dois espaços para a Nati e a Miriam que iriam chegar. Quando as duas chegaram, tinha acabado de começar e estava lá pela quarta música que o coral infantil de sei-lá-onde estava cantando. Não gosto de coral infantil, mas isso é opinião pessoal. A primeira falha da cerimônia: mal-aproveitamento de espaço. As criancinhas do coral estavam ao extremo esquerdo da arquibancada. Elas estavam sendo filmadas e trasmitidas nos telões centrais, fato essencial para que eu pudesse perceber a segunda falha: playback. Não sei realmente se algumas crianças cantavam com playback ou apenas o playback tocava, o certo era que muitas crianças não estavam cantando.
Para uma abertura, o coral foi fraco. Tanto pela distribuição, quanto pela falha que citei e ainda pela fuga do tema musical. Não tomando aquilo como uma abertura oficial, guardei minha esperança de perfeccionismo para o que viria. O que veio foi um velho, que provavelmente é da Sociedade Rural do Paraná, agradecendo a presença de todos e dando início oficial à abertura.
Começou bem, a trilha inicial foi bem escolhida e teve uma coreografia representando a chegada dos imigrantes no Brasil. Crianças balançavam panos representando as ondas do mar e tinha uma réplica teatral do navio Kasato Maru. Descontando os muitos erros casuais na coreografia, estava tudo bonito. Em certo momento, saiu uma mulher de um baú que ficou dançando em boa parte da cerimônia (e eu fiquei até agora sem saber o que ela representava).
Trinta ou quarenta porcento da apresentação foi show de taiko. Aparentemente, os dois grupos mais conhecidos de taiko se apresentaram, o Ishin Daiko e Sansey. Eu, sinceramente, esperava algo muito melhor que taiko + playback. Como é visível, tenho repúdio à playback. Ele demonstra a preguiça e/ou incapacidade musical. Taiko não faltava, e esse foi o problema. Nada de outros instrumentos musicais tradicionais como koto, shamisen ou shukuhachi ao vivo. É evidente que não é nenhum zé-ruela que consegue tocar instrumentos desse gabarito, mas eu imagino que os japoneses mereciam homenagem menos preguiçosa. Convenhamos, qualquer ser-humano que tenha, no mínimo, duas mãos e dois neurônios consegue tocar taiko, assim como outros instrumentos complementares irregulares como pandeiro, cuíca e tambor de olodum. Não estou desvalorizando o instrumento e sua influência na cultura, mas é, sem dúvida, porco o negócio de colocar 500 negos tocando taiko e nem um único caboclo com um instrumento mais dificil e não menos tradicional. A mensagem ficou clara: promoção ao Sansey e ao Ishin Daiko. Muito tempo gasto para promover dois grupos que já estão mais surrados que minhas botas velhas.
Uma coisa imunda e completamente fora de nexo foi um show barato de cosplays. Apesar da perda de tempo com taikos, a coisa ainda estava rumando por um caminho certo, porém, depois, fudeu tudo. Pessoal com cosplay de Bleach, Naruto, Fullmetal Alchemist e One Piece fazendo ceninhas de batalha e essas coisas bem bobas das quais você só espera encontrar em eventos de anime da vida. Acabando com toda a seriedade do negócio, os cosplayers deram um show que não foi nada além do rídiculo comumente observado em eventos-otaku. A grande diferença é que alí não era lugar pra aquilo e se alguém vier com algum argumento do tipo "cosplay é da cultura japonesa", eu mando pro caralho porque cosplays virem dos quadrinhos, e tanto os quadrinhos quanto os cosplays nasceram nos Estados Unidos.
Como se já não tivessem estragado o suficiente, meteram Matsuri Dance no meio da coisa. Nada contra o matsuri, eu mesmo gosto de dançar, todavia, saiu da cronologia épica em que estava o clima (tirando o cosplay-show). Matsuri dá um clima de encerramento, mas ele foi colocado no meio da coisa e depois disso ainda tiveram algumas apresentações que seguiram o padrão tradicional e terminou com um desfecho simples, porém, bonito e uma queima de fogos maravilhosa.
O espetáculo teve suas partes boas mas foi muito desorganizado. Tempo demais para coisas que não mereciam tanto, inclusão de elementos que fugiam do objetivo e economia nos gastos com efeitos. Esperava uma chuva de flores-de-cerejeira e inesquecíveis shows de luzes mas fiquei na esperança. O gasto ficou nos fogos que, apesar de bonitos, não dão trabalho algum e não são a coisa mais criativa do mundo. Pecaram em criatividade. Ah! E mesmo nos fogos, aproveitaram mal o espaço do céu, os fogos ficaram agrupados de um lado só e apesar da riqueza dos mesmos, faltou distribuição, o que me fez lembrar o quão bem distribuídos são os fogos de reveillon em algumas cidades, mesmo que menos chamativos.

Fiquei decepcionado mas reconheço os pontos positivos. Enquanto o pessoal trabalha visando o máximo de lucro possível, não dá pra sair uma coisa muito boa mesmo. Na cerimônia, a propaganda explícita e a miséria de efeitos foi o pecado; já no evento, o débito foi na decoração e nos poucos pontos comerciais japoneses, tinha muito mais do comércio brasileirão de exposição agropecuária, fato que tirava o clima oriental que se pretendia passar.

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Now playing: Nightwish - Angels Fall First

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos namorados


Feliz dia dos namorados pra todos!








sábado, 31 de maio de 2008

Diogo Mainardi, o hipócrita

Diogo Mainardi, polêmico jornalista que só conseguiu ter o nome conhecido devido a sua mediocridade e idéias tortas e preconceituosas. Quando um jornalista não consegue ser reconhecido pela sua inteligência, apela ofendendo a maior quantidade de pessoas com idéias sem-pé-nem-cabeça.

No seu último podcast, falou mal de música. Sim, da música em geral. Quer assunto melhor para arrumar uma bela briga/polêmica do que esse? Ou você conhece alguém que não gosta de nenhum tipo de música?

Com argumentos estúpidos e contraditórios, Mainardi continua rastejando com toda sua burrice. Agora, passou dos limites.

Citou alguns trechos de música rodados ao contrário que supostamente teriam mensagens subliminares satânicas. Para alguém que se diz ateu, estranho este comportamento. Um ateu de verdade entende que a propagação do satanismo é nada mais que a propagação direta do cristianismo, uma vez que Satan não passa de um elemento da fantasia judaico-cristã. Sabendo disso, já que ele se incomoda com mensagens satânicas, muito mais deveria se incomodar com músicas cristãs como as do Padre Marcelo Rossi.
Clichê, o jornalista utilizou dessa falácia de mensagem subliminar para dizer que a música "emburrece". Qualquer indivíduo com um mínimo de dois neurônios ativos, sabe que há uma grande chance de palavras faladas ao contrário formarem sons que se assemelham à outras palavras. O grande troço de toda essa falácia, é que o pessoal vê chifre na cabeça de cavalo. As palavras mal se parecem! É a mesma história de "o pessoal ouve um peido e já diz que cagou". Dizem que música da Xuxa, ao contrário, fala qualquer coisa de inferno sendo que o que se ouve é algo como "wuhinfwuernuow". O fato de diminuirem a velocidade da música aumenta a idéia de tenebrosidade na mensagem, uma vez que com o tempo reduzido, a voz se torna extremamente grave e faz-se ligação direta com vozes de personagens malvados que estão estereotipados em nossas mentes com vozes grossas.
Como um verdadeiro ateu, o senhor jornalista Diogo Mainardi deveria estar ciente que essa baboseira toda de músicas ao contrário não passa de uma das muitas jogadas da Igreja Católica para endemoninhar tudo que não venha dela.

Estaria ruim o suficiente se o babaca parasse por aí, mas ele continuou. Dessa vez não usou nenhum argumento ultrapassado, simplesmente não argumentou. Compara a música a um cedativo entorpecente que causa efeitos negativos no cérebro, contribuindo para o "emburrecimento". Com qual base neurológica ele pode afirmar isso? Quantos anos estudando o comportamento das ondas sonoras na liberação de hormônios pelo cérebro, ele passou? Garanto que nenhum minuto. Eu, com insignificantes dezoito anos de vida, li três livros sobre o funcionamento do cérebro, passei anos estudando teoria musical e nem por isso me acho capaz de lançar afirmações desse gabarito. Eu poderia dar uma explicação imensa englobando tudo o que sei, com bases científicas, sobre ondas sonoras e hormônios comportamentais, mas o viadinho não lê meu blog e mesmo que lesse, duvido que mudaria seu caráter.

Terminando o podcast, me enojando completamente, ele pergunta: "Quanta música Sócrates ouviu durante a vida? Quanta música Leonardo Da Vinci ouviu durante a vida?". E eu respondo que ninguém pode saber mas se a idéia dele é ligar a intelectualidade à ausência de música, e quanto a Pitágoras? Pitágoras de Samos, um dos maiores filósofos, matemáticos e músicos que o mundo já conheceu. Na matemática, autor de um Teorema usado até hoje; na música, descobridor do intervalo de uma oitava como sendo referente a uma relação de frequência de 2:1, uma quinta em 3:2, uma quarta em 4:3, e um tom em 9:8. Sabe o que isso significa, Mainardi? Acho que não.

Se é tão chegado em anagramas e complicações de coisas simples, "Diogo Mainardi" é anagrama para "
Ignorado Midia". Significa alguma coisa? Talvez tanto quanto signifique uma música do Eagles ao contrário, talvez não. Eu não continuaria me arriscando a falar qualquer besteira.

Vá estudar neurociência, música e comportamento social, Diogo Mainardi e veja se assim, se limite a falar somente sobre o que sabe.


Para quem quiser ter o mesmo desgosto que eu: http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/

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Now playing: Bach - Brandenburgisches Konzert No.3 G-Dur BWV 1048

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Cidadania e participação social

Que tristeza! Ninguém comentou no meu amargo último post. Tudo bem, vou postar um texto mega-chato agora.
Redação de colégio. Acabei de terminar. Confesso que não sou fã de temas como esse (Cidadania e participação social) mas não perco uma oportunidade de espetar o máximo de pessoas possíveis.



Há milhões de anos, a ambição do homem o fez perceber que se desejasse a posse de mais do que a roupa do corpo e dos alimentos necessários para sua sobrevivência, precisaria de ajuda. Percebeu que a união dos esforços, através do trabalho, resultaria num ganho acelerado de posses. Abandonou a vida nômade e começou a viver em sociedade. Exposto ao convívio social, o homem se deparou com uma série de problemas e, ao longo do tempo, elaborou e aprendeu maneiras para sanar tais conflitos.
A ambição continuou crescendo e quando o homem conheceu o poder, foi seduzido por um maior acúmulo de posses e sentimentos de superioridade. Mentiu, escravizou, matou e humilhou outros homens em nome dessa ambição.
A definição de cidadania se entende pelos direitos de um cidadão mas, indubitavelmente, as primeiras relações dessa com sentimentos mais democráticos vieram daqueles que não emergiram pela falta de ambição ou de sorte. Dessa camada de desafortunados, surgiu também a idéia de participação social que, junto aos mais altruístas, opinam sobre propostas cujo o tema é ligado, quase sempre ao igualitarismo e idéias de balanceamento social.
Enquanto de um lado os acomodados brigam para continuarem acomodados, os desditosos brigam para se tornarem acomodados. Talvez a solução seja pararem de enxergar uns aos outros como certos ou errados e assumirem que chegaram ao limite da ambição.



Parece pequeno mas em folhas de fichário, fica imenso.
Alguém avalie.

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Now playing: After Forever - Monolith of Doubt

sábado, 24 de maio de 2008

Alugo fígado novo

Beber para esquecer? Vale a pena ou não? Vai valer se você esquece com pouco alcool porque para mim, não vale. Bebi todas que consegui e soltei tudo que me incomodava. Agradavelmente, com uma pessoa que sabe o que é esse tipo de sofrimento.

Deve ter valido a pena na hora, mas acordar no dia seguinte e não sair do banheiro é uma bosta. Depois de ter vomitado até as tripas e estar com a boca amarga, deitado por horas no piso gelado de um banheiro, ainda ter que remoer todas as coisas ruins que aconteceram sob um ponto de vista ainda mais humilhante, faz com que a bebedeira não compense.


A ironia da história foi ter bebido exatamente pelas mesmas pessoas que não queriam que eu bebesse.


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Now playing: Avenged Sevenfold - Bat Country

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Cotidiano! (não leia)

Bateu uma vontade de escrever sobre mim. Vou falar de ontem porque hoje é um daqueles feriados tediosos e inertes.

Saindo do colégio, desci lá no Universitário e me encontrei com a Camila que acabou me preguntando se eu sabia que o Zineu chegaria no mesmo dia. Eu respondi que não e ela ficou falando enrolado sobre ir na casa da Raquel, aparentemente por não ter certeza se deveria comentar aquilo comigo. Anyway, ela consertou dizendo que não tinha certeza e que me ligaria pra confirmar.

Cheguei em casa a tempo de almoçar pra ir à aula expositiva da tarde, lá na barragem. Ouvimos um monte de coisa e ficamos num sol do caralho. Peguei carona de volta com a Vivian, e o Toshio veio comigo e ficou aqui em casa. Estávamos combinando junto com o Gabriel no MSN, de fazer um churrasco mais à noite. Estava tudo certo até o Danniel me lembrar da ida à Raquel. Ele não estava muito confiante se era pra ele ir, assim como eu também não estava sobre mim e fiquei indeciso. Liguei pra Lika e ela inutilmente tentou me convencer que isso não tinha nada a ver mas... bem, se não chamou, não era pra ir. Não há quem me tire da cabeça que não era pra eu ter ido, mas eu fui e confesso que fui por que eu estava com fome.

Chegando à casa da Raquel, as garotas estavam todas lá no quarto e o Zineu ainda não tinha chego. Cumprimentei uma a uma e fiquei na sacada olhando o nada a troco de nada. Estava refletindo se era certo estar alí. O Zineu chegou e há algumas quadras de distância, dava pra se ouvir um dos gritos de alegria por sua chegada.
Fomos para a copa comer torta e eu ocupei minha vista com a Folha de Londrina para não ficar com nojo e vomitar meu alimento.

O Danniel chegou e tive alguém pra ficar conversando. Depois fomos pra sala e ligaram um DVD de uma dessas bandas japonesas padronizadas da cultura de massa que, devo observar, o primeiro live com playback que já vi na vida. Acho que se tratava mais de um show de coreografias do que de música, dada a qualidade musical em comparação com a enfatização das roupas e danças.

Passou o tempo e fomos embora. Dormi na casa do Danniel por que estava sem condução e com preguiça de voltar pelas canelas.

Hoje, novamente a sensação de que não deveria ir a um lugar. Mas dessa vez não fui mesmo. Na casa da Cintia, namorada do meu irmão, está tendo uma festa de aniversário de sei-la-quem que meus pais foram convidados mas me colocaram no lugar. Bem, como ninguém chamou, não fui. Pena que fiquei sabendo que tinha comida japonesa. Odeio perder comida, ainda mais japonesa.

Um grande abraço :)

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Now playing: Sonata Arctica - They Follow

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Racismo

Já estou cansado de toda essa idéia errada sobre racismo. Eu chamo um negro de preto e sou racista, chamo um japonês de japa e não sou. Se raça é etnia, qual a diferença entre um negro e um japonês? Nenhuma. A diferença está em como encaramos a coisa.

racismo: doutrina que tende a preservar a unidade da raça e assenta na suposta superioridade de uma raça que se confere o direito de exercer domínio sobre as outras.
(fonte: Priberam)

Lido o trecho acima, entende-se que racista é aquele que acredita na superioridade de uma etnia e, conseqüentemente, na inferioridade de outra. Parece óbvio que o racista vá sempre julgar a sua própria etnia como superior, mas não é bem assim que se observa.
Posso chamar um negro de preto, macaco ou urubu que não provará que sou racista. Caso eu não considere sua etnia inferior, não sou racista, por mais que eu o ofenda. Se eu arrumo confusão com um calcasiano, que é minha etnia, posso chamá-lo de macaco branco, branquela e balde-de-porra e, ainda sim, não sou racista. Mas por que diabos sou racista se o faço com um negro? Posso fazer com branco, chinês, japonês, índio, argentino, corinthiano e não se tem o mesmo efeito que com um negro.
Há aqueles que sequer são negros e tomam as dores numa atitude altruísta-exibicionista. Há aqueles que são negros e se sentem ofendidos por racismo quando desfiro um ataque verbal que haja ligação com sua cor. Para esses dois grupos, digo o mesmo: racistas. Sim, ambos colocam o negro como inferior e o protegem como um animal indefeso. Esses são os verdadeiros racistas! Quem precisa de proteção é quem é inferior e se você protege um negro contra um xingamento de cor, você é racista por considerar injusta a suposta humilhação. E se você é negro e se sente ofendido ao ser chamado de "preto", você é o racista; você se considera inferior. Processe a si mesmo.

Nada como uma bela comparação, então vamos lá. Moro numa cidade lotada de japoneses e num país lotado de negros, logo, tenho tanto amigos japoneses quanto negros.
Os orientais são estereotipados como os CDF's e nerds do pau pequeno e são sempre chamados de "japa" ou "china" no meio da galera, sofrem o mesmo que a maioria dos negros que agüenta estereotipação como aqueles que só gostam de funk e pagode e são conhecidos como "neguinho" ou "negão". A televisão ajuda a difundir a força do estereótipo: o negro é empregado e o japonês é técnico de computador.

Veja agora se os orientais reclamam disso tudo? Pedem política de cota e reformulação do vocabulário? Não. Eles estudam, conseguem vagas nas melhores universidades e conquistam bons empregos. Você já viu algum oriental dizer que as escola públicas deveriam ensinar a História do Império Chinês ou técnicas de bonsai porque fazem parte da cultura oriental?


A crítica é para aqueles que são os verdadeiros racistas e que tentam taxar outros com essa alcunha, e também aos negros que deitam e rolam, tirando proveito de toda essa injustiça, processando um aqui, tirando o lugar de outro por cota daqui, e por aí vai.


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Now playing: Epica - Façade of Reality (The Embrace That Smothers - Part V)

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Memória

Estou putamente preocupado com minha memória. Sábado, perdi meu segundo estojo. Bobo, mas forcei minha memória ao último e só pode ter uma maneira de tê-lo perdido. Quando fui amarrar os sapatos num banco de uma praça daqui de perto, eu me lembro de tê-lo jogado no banco junto com minha apostila que também se foi. Como alguém coloca uma coisa ao seu lado e sai sem ela dez segundos depois?!
Recentemente, fui cobaia da minha prória ousadia. Comecei a mexer com umas técnicas de "apagamento" de memória indesejável e já senti alguns resultados positivos mas estou com medo de isso estar relacionado com o fato de que agora estou com a "cabeça nas nuvens" por completo. Argh! Espero que não seja efeito colateral, quero manter a calma...
Tenho um déficit para memória por causa de uma certa doença que tenho. Espero que me sobre ânimo para combater isso com a saída mais saudável, a alimentação. Preciso manter uma dieta rica em bananas, ervilhas, laticínios, frutos do mar, peixes gordurosos e outras coisas que nunca como.

Quero ser rico.

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Now playing: Sonata Arctica - Weballergy (live)

sábado, 10 de maio de 2008

unwelcome

Ainda estou em dúvida se me arrependi de ter matado aula de trânsito ontem à noite. Acabei ficando no aniversário pra comer, eu estava com fome. Demorou, demorou e os poucos conhecidos chegaram. Joguei um pouco de Play2 com o Danniel e logo bateu aquele arrependimento de ter cabulado aula e perdido doze reais para reposição. É claro! Crash Tag Team Racing é um lixo.
Para disfarçar a monotonia, começamos a jogar "Eu nunca" (além de mim e do Danniel; Lika, Luiza e Carol) e essa é a única razão pela qual eu posso pensar que tenha valido a pena ficar na festa. Obviamente, estava me sentindo um intruso.

A brincadeira foi engraçada e reveladora, hehe. A comida estava boa também e eu fui o mais criativo que assinou a foto-pôster da aniversariante. Escrevi "löki" bem pequeno no canto inferior direito, proporcional à minha significância na vida da aniversariante. Criativo, hein?! Eu gostei :)

Processo de habilitação adiado depois dessa...
Isso tá parecendo diário de patricinha.


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Now playing: Nightwish - 7 Days to the Wolves

quinta-feira, 8 de maio de 2008

360°

Não me esqueci que tinha um blog, somente andei atarefado nos últimos dias. Não que tenha faltado tempo para postar, mas faltou assunto.

Bimestre novo, oficina nova, equipe nova. Nada disso interessa.
Minha vida deu um giro recentemente e, de repente, me vejo diferente. O grande responsável pela quebra de velhos paradigmas meus foi, sem dúvida, meu fim de namoro. Comecei a ler mais sobre coisas que já tinha interesse mas tinha pouco conhecimento. "Mente humana" e "avanço da ciência" foram meus tópicos preferidos nas últimas semanas.
Descobri auto-hipnose, uma técnica incrível. Li livros a respeito, também. Me interessei por algumas partes específicas do cérebro, em especial, o córtex, e acabei apaixonado pelo funcionamento dessa máquina incrível e memória e aprendizagem me deixaram aficcionado pelo estudo, bateu até uma vontade de ser neurocientista.

Domingo de manhã, tenho uma palestra-curso sobre técnicas de aprimoramento da memória e estou na expectativa. Amanhã tenho exame de vista e psicotécnico da auto-escola e espero que eu vá bem e termine a tempo para pegar minha aula teórica das 14h, aula da qual estou gostando demais. Caso eu seja rápido lá na prova e consiga assistir minha aula à tarde, terei um aniversário as 17h30, algo irrelevante que será coberto pela minha aula noturna caso eu demore mais de duas horas no tal exame.

Leitura avançada foi a menor das minhas mudanças. A quebra dos paradigmas e a construção de um novo objetivo de vida temporário me deixaram mais sociável. Conheci muita gente, ultimamente. Me desprendi de minha anti-socialização feminina facultativa que eu tinha por uma questão de respeito e birra conservadora. Uma pena que o respeito não valeu de nada, enfim, me sinto melhor.
Parece que estou mais livre, que respiro melhor e a única pressão que sofro é a de querer fazer tudo que não fiz de uma só vez, preciso me controlar.

Que venha a vida pândega!

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Now playing: Nightwish - Ghost Love Score

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Zona

Depois de uma madrugada em claro, gastando muito mais tempo que reservo para coisas não-vestibulares numa maquete de isopor e papel-cartão, o resultado. Talvez eu deva começar antes disso... Então, vamos lá.

Há algumas semanas atrás, no colégio, nos foi entregue o tema do trabalho final do bimestre. Trabalho final que vale 20 pontos em cada matéria e tem relação com os conteúdos trabalhados no bimestre (ou não). De início, uma surpresa, afinal, como montar uma padaria do futuro com plano de negócios e elaboração de uma maquete, coisa que não fazia desde a 4ª série? O susto se transformou em empolgação depois que tive a idéia de montar uma panificadora temática oriental e as coisas até que não pareciam tão difíceis assim. Logo no primeiro dia, já fiz uns rabiscos sobre como seria a padaria, não demorou muito para que eu elaborasse uma maquete 3D no computador, no entanto, trabalhos escolares iam se acumulando, assim como meus estudos para o vestibular e para as provas se tornavam freqüentes. Além de tudo, reunir a equipe era quase impossível com quase todos os membros trabalhando.
O tempo passou e quando me dei conta, faltavam duas semanas para a entrega do trabalho. Adiantei as coisas no computador, deixando as medidas da maquete de lado. Achei que seria fácil, mas não foi. Arquitetos têm um trabalhão e medir cada coisinha é um passatempo tedioso e demorado. A maquete virtual estava perfeita, expressava quase que com prefeição a idéia que quis passar de meu modelo de padaria, logo, uma maquete física seria irrelevante. Irrelevante, mas era necessária. Ontem, ficamos o dia todo medindo, cortando e colando coisas e o resultado não foi dos melhores porque maquete não é nosso forte. Nosso forte são as idéias e, sem dúvida, nossa idéia era a única viável para ser aplicada no mundo real. Hoje em dia, depois de tantas coisas já inventadas, uma idéia nova vale muito. Mas de 20 pontos, nossa idéia valeu 12. A primeira justificativa foi a de que a maquete em isopor estava "porca". Besteira! Estava ruim mas tínhamos um modelo virtual perfeito! A segunda justificativa era a de que não entregamos o trabalho escrito. Como é praxe, não costumo deixar as coisas pela metade e sequer entreguei o plano de negócios pois estava incompleto. Incompleto porém muito mais completo do que todos os que foram apresentados ainda hoje, mas, ainda sim, incompletos para um plano de negócios real. Meu irmão formado, estudantes de administração e pessoas que já tiveram contato com plano de negócios, acharam absurdo a idéia de pedir tal coisa para um terceiro ano. Um terceiro ano sem base alguma do funcionamento de empresas; um terceiro ano que precisa estudar para as provas do próprio colégio; um terceiro ano que precisa se voltar para o vestibular.
Meus estudos caíram em vão e minha nota foi baixa injustamente. Ainda acho que o que vale mais é a idéia. Pareceu que se eu fizesse uma pirâmide de ponta-cabeça com uma padaria dentro e profissionalmente construída, provavelmente, teria nota mais alta, mesmo que isso seja absurdo num plano real. Mas ainda há a hipótese de que minha equipe seja "marcada" pelo colégio.
Sabendo que eu ficaria estressado, levei umas garrafas de Heineken na bolsa para me acalmar depois, mas elas só me deram mais problemas e deve-se imaginar o porquê depois de se saber que descobriram as garrafas em minha bolsa. A equipe foi para a direção.

Mesmo tendo todas as respostas ásperas e precisas na ponta da língua, orgulhei-me de minha atitude sábia: me calei quando precisei ouvir sermão padronizado. Sim, atitude sábia porque argumentar não resolve, só prolonga o assunto a extende a padronização de bronca massante. Após toda a baboseira clichê, as comparações estúpidas com elementos que levam drogas no colégio e a tortura de saber que estão construindo uma imagem borrada de mim (se bem que não me importo com a opinião deles), fiquei a sós com a diretora para ouvir a uma grande merda. Ressalto que foi muito difícil ter que não me defender de uma clara insinuação de que sou má-companhia e do julgamento que me colocava como um adolescente idiota qualquer (talvez do tipo que estejam acostumados a lidar) que começou a beber agora, não sabe se controlar e ainda leva os colegas junto. Veja bem, voltei a beber há muito pouco tempo e por motivos que não interessam a ninguém, mas voltei porque cerveja, em especial, me acalma.
Me subestimam.

Bem, a grande merda foi que algum FILHO DE BISCATE foi relinchar contra mim, pseudo-argumentando que eu não deveria usar minha bandana na cabeça, uma vez que o mesmo não podia usar boné. BURRICE! PREGUIÇA! Minha bandana serve para prender meu cabelo e impedir que ele voe na minha cara com o vento do maldito ventilador (aquele que mais atrapalha que ajuda) enquanto bonés não servem para nada e são proibidos pelas normas internas. Não uso bandana porque fica legal ou por qualquer outro motivo estético porque eu não me importo quase nada com essa bobagem estética, principalmente dentro do colégio, tanto é que acho que sou o único que não reclama do uniforme pois sou indiferente à sua feiura. Voltando ao assunto, alguma panelinha ou algum chupador-de-pintos foi muito homem para se derreter para a diretora, ao invés de resolver seus incômodos com a fonte que sou eu.
É curioso como a capacidade de me encarar e tentar resolver os problemas como uma pessoa racional é nula. O eqüino balbuciou algumas palavras fétidas e, incrivelmente (ou não), teve persuasão sobre uma administração supostamente séria.
Não irei parar de usar bandana e se o incomodado se sentir cutucado, encare a mim, e não a defensora das falsas vítimas.

Desorganização fede.


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Now playing: Elvenking - Moonchariot

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Como conseguir uma esposa (estilo Antigo Testamento)

Já que percebi que estou fora dos padrões atuais, preciso de alternativas para começar e consolidar um relacionamento que me dará a felicidade temporária e, quem sabe, o pacto lucrativo do casamento.
O "certinho" saiu de moda e não sei me submeter ao padrão da maioria. Solução: recorrer ao divino. Abaixo, cito quatorze opções de se encontrar uma esposa, dadas pelo Antigo Testamento.



1. Encontre uma prisioneira de guerra atraente, leve-a para sua casa, raspe seu cabelo, corte suas unhas, e lhe dê novas roupas. Então ela é sua. - Deuteronômio 21:11-13
(O mais próximo disso que posso encontrar é uma rebelde-sem-causa intoxicada por bombas de efeito da PM)


2. Encontre uma prostituta e se case com ela. - Oséias 1:1-3
(Ela pode escrever um livro sobre sua vida e ficaremos ricos)


3. Ache um homem com sete filhas e impressione-o dando água para o rebanho. - Êxodo 2:16-21


4. Compre um pedaço de terra e pegue uma mulher como parte do acordo. - Rute 4:5-10
(Se eu tivesse dinheiro para terras, provavelmente não teria problemas com mulheres)


5. Vá para uma festa e se esconda. Quando a mulher for dançar, pegue-a e a carregue para ser sua esposa. - Juízes 21:19-25


6. Mas os sortudos mesmo nem precisam se preocupar. Se for contemplado no sorteio, deus lhe criará uma mulher enquanto você dorme. - Gênesis 2:19-24
(Descartada. Hipótese já usada e o veredicto foi: "não sou sortudo".)


7. Concorde em trabalhar sete anos a fim de ganhar a mão de uma mulher. Seja enganado para se casar com a irmã errada. Então trabalhe mais sete anos para se casar com a mulher que você originalmente planejava. - Gênesis 29:15-30
(Soa complicado, leva um bocado de tempo, mas sempre dá certo, pergunte a Jacó.)


8. Corte 200 prepúcios de seus inimigos e presenteie seu sogro para conseguir a esposa. - 1 Samuel 18:27
(Adoro esses métodos que não precisam de conquista)


9. Mesmo quando não haja mais ninguém, apenas ande por aí que você definitivamente acha ninguém. - Gênesis 4:16-17
(Caim fez isso e deu certo)


10. Torne-se o imperador de uma grande nação e faça um concurso de beleza. - Ester 2:3-4
(Sucesso na certa!)


11. Quando você ver alguém que goste, vá para casa e conte a seus pais, "Eu vi uma...mulher; agora a consigam para mim". Se seus pais questionarem a decisão, simplesmente diga "Pegue-a para mim. Ela é a mulher da minha vida" - Juízes 14:1-3


12. Mate algum cara casado e pegue sua esposa - 2 Samuel 11
(Afinal, mulheres que precisam de consolo são mais atraentes que as resolvidas).


13. Espere seu irmão casado morrer, a esposa dele será sua. Prática comum, há no Deuteronômio, Levítico e um exemplo em Rute.


14. Não seja seletivo demais. Prefira quantidade a qualidade. - 1 Reis 11:1-3
(Salomão, segundo alguns um dos caras mais sábios que existiram, fazia isso. Ele é o autor dos Salmos, não pode estar errado.)

Fonte



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Now playing: Sirenia - Lithium and a Lover

domingo, 6 de abril de 2008

Cada amor com seu valor

Mais um relacionamento fracassado. Ontem, meu namoro chegou ao fim.
A análise do convívio e interação de duas pessoas que resolvem ficar juntas é um estudo sem muitas provas e um assunto do qual muitos se acham peritos mas a verdade é única: ninguém sabe muita coisa. Bem... e eventualmente, muitos dos que dizem saber, sabem menos que pouco, sabem nada.
Sentimentos, sejam eles quais forem, são irracionais. Porém, a maioria deles têm uma explicação racional aceitável que é fria e ignoramos para não nos sentirmos tão humanos como somos.
Um sentimento que chama a atenção desde muito tempo atrás, é uma generalização de um sentimento egoísta denominado "amor".
Eu preciso falar da mídia novamente porque a maior ilusão que ela passa é, sem dúvida, a do estereótipo do amor. Qual novela de hoje não tem, no mínimo, dois romancezinhos? Qual música da atual cultura de massa não fala de amor, traição e afins? E o amor se desenrola pelos livros, revistas, propagandas e etc..

Mas o que é o amor? Há os que dizem que não acreditam, mas esses que o dizem nunca pararam para definir suas idéias. É óbvio que o amor hipnótico que a mídia nos passa é uma fantasia mas eu posso nomear um sentimento como "amor". Sentimentos são muito complexos para serem rotulados mas há a necessidade de definição e generalização para tudo em nossas mentes. Eu tenho meu próprio paradigma do amor que não é tão belo e poético quanto o amor ilusório que conhecemos mas é, por sua vez, mais claro. Claro, mas não simples. Defini várias etapas, vários processos pelo qual um sentimento ou vários passam antes de virar amor. A matéria-prima pode ser amizade, atração física ou uma atração inexplicável à primeira vista (que não é "amor à primeira vista"); uma das etapas imutáveis é o processo de convivência, se não houve convivência, pode haver um sentimento anterior mas não o amor. Bem, existe uma definição muito maior para tudo isso, mas daria um belo livro. Sintetizei aqui para melhor entendimento.

Que necessidade é essa de se ter alguém por perto? Somos sociáveis, precisamos de pessoas por perto e de uma pessoa ainda mais perto, aquela que dizemos ser especial. A pessoa especial compartilhará de nossas idéias e iremos fazer coisas particulares; abraços, beijos e sexo, isso é tudo muito bom. Sabemos, então, que precisamos de alguém.
Agora que sabemos que precisamos de alguém, da onde vem o interesse, a atração? Nós somos apenas um amontoado de influências. Influências de nossos pais, nossa cultura, nossos amigos e etc. Dependendo de quais são as influências, será definida uma personalidade a nós. Pessoas que receberam influencias parecidas e que, se diz, terem personalidades parecidas, têm tendência a se atraírem um pelo outro, mesmo que alguns detalhes sejam veementemente contrastantes, fato que leva à analogia do eletromagnetismo: os opostos se atraem.
É extremamente complicado generalizar o que causa uma atração tendo como único exemplo, eu mesmo. Eu mal sei definir o que me atrai em uma garota, mas posso tentar. É claro que beleza superficial conta! Antes de tudo, sou um apreciador da beleza feminina assim como sou de outras formas de beleza. Admiro a estética feminina tanto quanto admiro um pôr-do-sol, uma paisagem e etc. São diferentes tipos de beleza, mas ainda sim, belezas. Bem, uma vez que a beleza exterior seja tão importante, friso que o comportamento da pessoa reflete, por incrível que pareça, em sua beleza exterior, isto é, a beleza interior reflete na exterior. Isso não é um clichê, é verdade! Pode parecer absurdo, mas eu enxergo a pessoa mais bonita quando gosto dela e isso se faz verdade para amigas, conhecidas, namoradas...
Ah! O que me atrai... Bem, ainda na estética, sou apaixonado por bochechas macias. Já na personalidade, gosto de garotas misteriosas e garotas que me surpreendam. Se eu tenho um conceito banal sobre a garota e ela chega e muda totalmente a idéia fazendo sua imagem subir demais, me atraio imediatamente. Aquelas que vejo um rastro de raciocínio, que estão (mesmo que só um pouco) ímpares à toda futilidade da sociedade, me atraem. Fazendo uma comparação com a atual sociedade londrinense, o que me atrai aqui, são aquelas que mostram raciocínio diante de coisas como amizade, educação e moral. Aquelas que não gostam de massificações (mesmo que elas não façam idéia disso) como funk e sertanejo ou estopins da burrice como boates noturnas.
Quem pensa nisso, é paranóico. Eu sou paranóico num conceito geral. Isso porque a maioria, a massa, é fútil e comandada por uma onda inerte de burrice que além de os proibirem de pensar, ainda os obriga a taxar os que insistem em pensar. Odeio esse ideal onde a estética vale mais que o caráter e isso está cada vez mais claro e é por isso que não sou muito "namorador". Eu não ando com tênis da moda; não me visto com Nike ou Everlast; não tenho calças que custem mais que 60 reais; não fumo arguile (essa nova modinha) e nem sigo qualquer tipo de tendência como essa; não assisto televisão; não me deixo ser controlado; discuto quando há algo errado; não sento e me conformo com a situação; brigo até expor todo ou quase todo o meu ponto de vista. Ou seja, sou um chato. Eu nasci num lugar e numa época (não sei qual influenciou mais) onde os valores eram outros. Eu cresci com ideais de justiça, moral, caráter, fidelidade. Fui, ao longo do tempo, moldando toda a minha personalidade na idéia de ser o melhor possível. Moldei meu caráter, minha fidelidade, meu respeito, meu senso crítico e minha inteligência. Moldei tudo isso para parar aqui, onde os valores são outros. Para parar na opressão da futilidade. Aqui, meus valores são descartados porque não adianta em nada ser um cara respeitoso, legal, fiel e com caráter se, no meu pé, calço uma bota de 40 reais e uma camiseta que comprei na promoção da C&A. Estéticamente, não sou feio nem bonito, sou apresentável, porém a diferença está nos valores. Não dou muito valor à roupas e em muito do material. Um carro, um tênis, um relógio... podem chamar até à minha atenção mas não se comparam ao valor interno, ao caráter e tudo mais que já citei. Houve uma mudança de valores muito grande e eu fiquei para trás porque sou orgulhoso demais para destruir meus valores absolutos e trocá-los pelos valores atuais somente para me socializar melhor. O orgulhoso fica sozinho, pelo menos até encontrar alguém que valoriza o mesmo que ele. Espero que o mundo não esteja assim tão perdido.



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Now playing: Epica - The Last Crusade (A New Age Dawns Part 1)

quinta-feira, 27 de março de 2008

Cidade de caipiras

Moro em Londrina há pouco mais de três anos. Antes, nasci e morei 15 anos da minha vida numa cidade de caipiras, Ourinhos. Cansei da pobretada que queria ser rico e dos ricos que fingiam ser pobres; cansei das idéias pequenas e das brincadeiras caipiras; cansei da moda de vasculhar a vida alheia; cansei de "reggaeiros" fedidos com cabelos sem lavar e de todos os grupinhos "alternativos". Sem modéstia, me achava grande demais para aquela cidade. Vim, por conta própria, pra Londrina e morei, praticamente, sozinho por quase um ano. Fiquei maravilhado com a disparidade por muito tempo. Conheci pessoas racionais e muitas com gostos parecidos com os meus... num ano em Londrina, me senti mais em casa do que quinze em Ourinhos.
Hoje, tenho algumas pessoas com quem posso conversar racionalmente. Poucas, mas é melhor do que nenhuma como em Ourinhos. Acontece que estou me cansando daqui como cansei de Ourinhos, mas por outros motivos.
A falta de respeito ao trânsito está cada vez pior! Antes, me atropelavam e paravam para ver como eu estava. Depois, atropelavam e saiam correndo. Hoje, atropelam, buzinam e xingam quando eles mesmos estão errados. Ainda hoje, uma vadia furou a preferencial e quase me jogou na calçada mas, dessa vez, não tive pedras para quebrar seu carro, porém, penso em andar com algumas no bolso.
Estou numa busca insana pelo lugar que me atend bem, mesmo sujo e fedido. Não que eu ande assim, mas quero dizer que o atendimento depende diretamente de como está estéticamente. Fui mal atendido no Arnaldo's (pedi uma cerveja e o viado gritou que não tinha cerveja), no Rei do Mate (fiquei 5 minutos cara-a-cara com a balconista, numa esperança inútil que ela me atendesse) e em muitos outros lugares.
Hoje à tarde, sai com minha amiga para tomarmos café no Frans Café. Ok, ela me acordou umas 4:45 e eu estava com muito calor, então, fui de bermuda, havaianas e mal penteado. Lá, não teve um instante que uma certa garçonete passou por nossa mesa e não ficou me secando com cara de vagabunda. Após mais de duas horas conversando e comendo, a certa garçonete nos expulsou indiretamente perguntando se íamos pedir mais alguma coisa.
Eu digo que são todos uns caipiras! Mesmo que eu tenha dinheiro para comprar o estabelecimento todo, não basta! Devo deixar bem claro que sou rico se quero atendimento decente... deplorável! Você se sente mais puto quando você sai do Brasil e vai para qualquer lugar nobre. No Canadá, os atendentes são tão simpáticos quanto os habitantes do país. Eles percebem que é turista e falam, por educação, um inglês mais polido e compreensível. Poderia ter chego de sunga num pub canadense e seria tão bem atendido quanto o presidente.
Quando eu explodir, começarei a quebrar janelas de carros e a denunciar certos funcionários a seus patrões. Onde será que, no Brasil, existe um restaurante, fast-food ou cafeteria onde os funcionários não se prendam a padrões estéticos? Chega de gente caipira numa cidade que é quase metrópole.

Dois exemplos de atendimentos recentes:

Habibs.
O fast-food já famoso pelo seu atendimento leviano. Nunca vi alguém falar bem do atendimento daquele maldito lugar. E eles ainda ganham dinheiro. Existem duas coisas de lá que gosto muito: a esfirra e o beirute. Esfirras de carne e frango são ótimas, as de queijo são horríveis. O beirute era enorme e saboroso. Antes, eu justificava por terem esfirras bem baratinhas e terem um beirute enorme, porém, o preço da esfirra já aumentou demais e, dia desses, pedi um beirute e, para minha surpresa, veio bem menor e numa bandeja engordurada. Agora eles ganham dinheiro como? Aumentando os preços, diminuindo a qualidade, pagando mal os funcionários e cortando gastos com higiene?

Café das Livrarias Porto.
Um lugar que tem tudo para ser bem freqüentado (não levando em conta o povão que habita o shopping Catuaí). Uma livraria, um ambiente agradável. Ambiente que perde toda sua qualidade quando resolvemos tomar um café enquanto lemos.
Adoro café, odeio adoçá-lo. Sabendo disso, sempre pedi (inutilmente) para a mocinha trazer meu café adoçado. Ele nunca veio adoçado. Pensei: "Talvez seus cérebros limitados não processem a informação 'adoçe meu café' pois não é praxe fazê-lo", então, perguntei: "Pode trazer meu café adoçado?" e ela disse que sim, ao que eu disse: "Então, pro favor, traga". Mas, mais uma vez, meu café veio sem açúcar. Desisti.
Na penúltima vez que fui, percebi que tinham colocado uma fita isolante no preço do "chantilly". Pedi o de sempre: capuccino quente e grande com chantilly. Ela me disse que o chantilly era de graça. Pedi com chantilly.
Na última vez que fui, não mais existia fita sobre o preço, perguntei: "Mocinha, vocês voltaram a cobrar pelo chantilly" e, com a maior cara-de-pau, me respondeu: "Sempre foi assim". Me subiu uma ira mas minha namorada me olhou feio e precisei me controlar. Aí o café chegou. Sem chantilly. Fui reclamar e colocaram meu chantilly. Saindo para pagar, não cobraram o chantilly... Desisto! Não entendo essa organização.

Não falei dos pé-rapados que habitam o Shopping Catuaí. Dia desses, roubaram meu celular de 100 reais. Tem que ser muito miserável para roubar um celular de 100 reais. Entretanto, esse problema se resolverá em breve com a inauguração do Shopping da Zona Norte, um shopping dos mesmos donos do Catuaí, e quase tão grande quanto. Ótimo! A ralé do Cincão e suas bandas ficarão mocados por lá, enquanto as pessoas de bem, voltam a fazer compras no Catuaí. Só faltam soluções para os outros problemas. Veremos até quando agüentarei.

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Now playing: After Forever - Victim of Choices