quinta-feira, 3 de julho de 2008

Férias?! Assim espero...

Trabalho final entregue hoje! Aparentemente, agradou. O negócio era o seguinte, precisava montar um modelo de prova do Enem, com questões interdisciplinares (isso é difícil) e com textos que fizessem referência a mais de uma questão e precisava de uma questão de cada matéria. Parece fácil, mas essa relação de matérias e construção de questões é uma coisa chatíssima. Enfim, depois de dias quebrando a cabeça e de essa última noite mal-dormida para consertar o slide, compensou. Aparentemente, o trabalho agradou. Espero não ter ficado de recuperação em nenhuma matéria pois quero férias logo. A única média que sei é a de física, que fiquei com 84. Fiquei em primeiro lugar na Gincana do Conhecimento (simulado bimestral) de novo. Wuhul! E minha redação tirou nota máxima.

Hoje tive aula de moto novamente e quase morri uma hora que soltei a embreagem com tudo na descida da rampa. Quando voltava, uma maluca atravessou a faixa de pedestres com o sinal de pedestres FECHADO. Derrapei com o pneu dianteiro e a estabilidade fudeu! Dei umas rodopiadas, bati o joelho na mesinha, mas não caí. E, apesar de ter xingado mentalmente, não fiquei irritado! Milagre?! Talvez... acho que estou feliz por ter ficado em primeiro de novo... ou estou feliz por outra coisinha =D
Que venham as férias!

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Now playing: Nightwish - Feel For You

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Imin 100


Ontem foi a abertura do festival de comemoração dos 100 anos de imigração japonesa no Brasil. Foram gastos milhões de reais em toda essa festança. Além de todo o evento no Parque Ney Braga (o que nem deveria contar, uma vez que o que foi gasto vai voltar em dobro, no mínimo), foram gastos 2,5 milhões de reais para a construção de uma praça japonesa no centro da cidade. A praça ficou maravilhosa, entretanto, não creio que tenha sido gasto exatamente o que foi declarado. Espero que a praça não seja vítima dos pichadores de rua.
O parque estava tradicionalmente enfeitado, mas de uma maneira que poderia passar despercebida por olhos distraídos. A primeira impressão é: conheço esse lugar. Não estava muito diferente da exposição agrícola que acontece todos os anos no mesmo local. O mesmo parque, os mesmos comerciantes e quase os mesmos estandes. Era uma Expo sem cheiro de esterco. A comida estava cara como sempre e paguei a facada de R$2,50 numa lata de Coca, o que evidenciava o lucro que os organizadores teriam.
Eu estava, de início, somente com a Camila e estávamos somente nós dois quando adentramos no recinto onde aconteceria a cerimônia de abertura. Pegamos lugares e guardamos dois espaços para a Nati e a Miriam que iriam chegar. Quando as duas chegaram, tinha acabado de começar e estava lá pela quarta música que o coral infantil de sei-lá-onde estava cantando. Não gosto de coral infantil, mas isso é opinião pessoal. A primeira falha da cerimônia: mal-aproveitamento de espaço. As criancinhas do coral estavam ao extremo esquerdo da arquibancada. Elas estavam sendo filmadas e trasmitidas nos telões centrais, fato essencial para que eu pudesse perceber a segunda falha: playback. Não sei realmente se algumas crianças cantavam com playback ou apenas o playback tocava, o certo era que muitas crianças não estavam cantando.
Para uma abertura, o coral foi fraco. Tanto pela distribuição, quanto pela falha que citei e ainda pela fuga do tema musical. Não tomando aquilo como uma abertura oficial, guardei minha esperança de perfeccionismo para o que viria. O que veio foi um velho, que provavelmente é da Sociedade Rural do Paraná, agradecendo a presença de todos e dando início oficial à abertura.
Começou bem, a trilha inicial foi bem escolhida e teve uma coreografia representando a chegada dos imigrantes no Brasil. Crianças balançavam panos representando as ondas do mar e tinha uma réplica teatral do navio Kasato Maru. Descontando os muitos erros casuais na coreografia, estava tudo bonito. Em certo momento, saiu uma mulher de um baú que ficou dançando em boa parte da cerimônia (e eu fiquei até agora sem saber o que ela representava).
Trinta ou quarenta porcento da apresentação foi show de taiko. Aparentemente, os dois grupos mais conhecidos de taiko se apresentaram, o Ishin Daiko e Sansey. Eu, sinceramente, esperava algo muito melhor que taiko + playback. Como é visível, tenho repúdio à playback. Ele demonstra a preguiça e/ou incapacidade musical. Taiko não faltava, e esse foi o problema. Nada de outros instrumentos musicais tradicionais como koto, shamisen ou shukuhachi ao vivo. É evidente que não é nenhum zé-ruela que consegue tocar instrumentos desse gabarito, mas eu imagino que os japoneses mereciam homenagem menos preguiçosa. Convenhamos, qualquer ser-humano que tenha, no mínimo, duas mãos e dois neurônios consegue tocar taiko, assim como outros instrumentos complementares irregulares como pandeiro, cuíca e tambor de olodum. Não estou desvalorizando o instrumento e sua influência na cultura, mas é, sem dúvida, porco o negócio de colocar 500 negos tocando taiko e nem um único caboclo com um instrumento mais dificil e não menos tradicional. A mensagem ficou clara: promoção ao Sansey e ao Ishin Daiko. Muito tempo gasto para promover dois grupos que já estão mais surrados que minhas botas velhas.
Uma coisa imunda e completamente fora de nexo foi um show barato de cosplays. Apesar da perda de tempo com taikos, a coisa ainda estava rumando por um caminho certo, porém, depois, fudeu tudo. Pessoal com cosplay de Bleach, Naruto, Fullmetal Alchemist e One Piece fazendo ceninhas de batalha e essas coisas bem bobas das quais você só espera encontrar em eventos de anime da vida. Acabando com toda a seriedade do negócio, os cosplayers deram um show que não foi nada além do rídiculo comumente observado em eventos-otaku. A grande diferença é que alí não era lugar pra aquilo e se alguém vier com algum argumento do tipo "cosplay é da cultura japonesa", eu mando pro caralho porque cosplays virem dos quadrinhos, e tanto os quadrinhos quanto os cosplays nasceram nos Estados Unidos.
Como se já não tivessem estragado o suficiente, meteram Matsuri Dance no meio da coisa. Nada contra o matsuri, eu mesmo gosto de dançar, todavia, saiu da cronologia épica em que estava o clima (tirando o cosplay-show). Matsuri dá um clima de encerramento, mas ele foi colocado no meio da coisa e depois disso ainda tiveram algumas apresentações que seguiram o padrão tradicional e terminou com um desfecho simples, porém, bonito e uma queima de fogos maravilhosa.
O espetáculo teve suas partes boas mas foi muito desorganizado. Tempo demais para coisas que não mereciam tanto, inclusão de elementos que fugiam do objetivo e economia nos gastos com efeitos. Esperava uma chuva de flores-de-cerejeira e inesquecíveis shows de luzes mas fiquei na esperança. O gasto ficou nos fogos que, apesar de bonitos, não dão trabalho algum e não são a coisa mais criativa do mundo. Pecaram em criatividade. Ah! E mesmo nos fogos, aproveitaram mal o espaço do céu, os fogos ficaram agrupados de um lado só e apesar da riqueza dos mesmos, faltou distribuição, o que me fez lembrar o quão bem distribuídos são os fogos de reveillon em algumas cidades, mesmo que menos chamativos.

Fiquei decepcionado mas reconheço os pontos positivos. Enquanto o pessoal trabalha visando o máximo de lucro possível, não dá pra sair uma coisa muito boa mesmo. Na cerimônia, a propaganda explícita e a miséria de efeitos foi o pecado; já no evento, o débito foi na decoração e nos poucos pontos comerciais japoneses, tinha muito mais do comércio brasileirão de exposição agropecuária, fato que tirava o clima oriental que se pretendia passar.

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Now playing: Nightwish - Angels Fall First

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Dia dos namorados


Feliz dia dos namorados pra todos!








sábado, 31 de maio de 2008

Diogo Mainardi, o hipócrita

Diogo Mainardi, polêmico jornalista que só conseguiu ter o nome conhecido devido a sua mediocridade e idéias tortas e preconceituosas. Quando um jornalista não consegue ser reconhecido pela sua inteligência, apela ofendendo a maior quantidade de pessoas com idéias sem-pé-nem-cabeça.

No seu último podcast, falou mal de música. Sim, da música em geral. Quer assunto melhor para arrumar uma bela briga/polêmica do que esse? Ou você conhece alguém que não gosta de nenhum tipo de música?

Com argumentos estúpidos e contraditórios, Mainardi continua rastejando com toda sua burrice. Agora, passou dos limites.

Citou alguns trechos de música rodados ao contrário que supostamente teriam mensagens subliminares satânicas. Para alguém que se diz ateu, estranho este comportamento. Um ateu de verdade entende que a propagação do satanismo é nada mais que a propagação direta do cristianismo, uma vez que Satan não passa de um elemento da fantasia judaico-cristã. Sabendo disso, já que ele se incomoda com mensagens satânicas, muito mais deveria se incomodar com músicas cristãs como as do Padre Marcelo Rossi.
Clichê, o jornalista utilizou dessa falácia de mensagem subliminar para dizer que a música "emburrece". Qualquer indivíduo com um mínimo de dois neurônios ativos, sabe que há uma grande chance de palavras faladas ao contrário formarem sons que se assemelham à outras palavras. O grande troço de toda essa falácia, é que o pessoal vê chifre na cabeça de cavalo. As palavras mal se parecem! É a mesma história de "o pessoal ouve um peido e já diz que cagou". Dizem que música da Xuxa, ao contrário, fala qualquer coisa de inferno sendo que o que se ouve é algo como "wuhinfwuernuow". O fato de diminuirem a velocidade da música aumenta a idéia de tenebrosidade na mensagem, uma vez que com o tempo reduzido, a voz se torna extremamente grave e faz-se ligação direta com vozes de personagens malvados que estão estereotipados em nossas mentes com vozes grossas.
Como um verdadeiro ateu, o senhor jornalista Diogo Mainardi deveria estar ciente que essa baboseira toda de músicas ao contrário não passa de uma das muitas jogadas da Igreja Católica para endemoninhar tudo que não venha dela.

Estaria ruim o suficiente se o babaca parasse por aí, mas ele continuou. Dessa vez não usou nenhum argumento ultrapassado, simplesmente não argumentou. Compara a música a um cedativo entorpecente que causa efeitos negativos no cérebro, contribuindo para o "emburrecimento". Com qual base neurológica ele pode afirmar isso? Quantos anos estudando o comportamento das ondas sonoras na liberação de hormônios pelo cérebro, ele passou? Garanto que nenhum minuto. Eu, com insignificantes dezoito anos de vida, li três livros sobre o funcionamento do cérebro, passei anos estudando teoria musical e nem por isso me acho capaz de lançar afirmações desse gabarito. Eu poderia dar uma explicação imensa englobando tudo o que sei, com bases científicas, sobre ondas sonoras e hormônios comportamentais, mas o viadinho não lê meu blog e mesmo que lesse, duvido que mudaria seu caráter.

Terminando o podcast, me enojando completamente, ele pergunta: "Quanta música Sócrates ouviu durante a vida? Quanta música Leonardo Da Vinci ouviu durante a vida?". E eu respondo que ninguém pode saber mas se a idéia dele é ligar a intelectualidade à ausência de música, e quanto a Pitágoras? Pitágoras de Samos, um dos maiores filósofos, matemáticos e músicos que o mundo já conheceu. Na matemática, autor de um Teorema usado até hoje; na música, descobridor do intervalo de uma oitava como sendo referente a uma relação de frequência de 2:1, uma quinta em 3:2, uma quarta em 4:3, e um tom em 9:8. Sabe o que isso significa, Mainardi? Acho que não.

Se é tão chegado em anagramas e complicações de coisas simples, "Diogo Mainardi" é anagrama para "
Ignorado Midia". Significa alguma coisa? Talvez tanto quanto signifique uma música do Eagles ao contrário, talvez não. Eu não continuaria me arriscando a falar qualquer besteira.

Vá estudar neurociência, música e comportamento social, Diogo Mainardi e veja se assim, se limite a falar somente sobre o que sabe.


Para quem quiser ter o mesmo desgosto que eu: http://veja.abril.com.br/idade/podcasts/mainardi/

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Now playing: Bach - Brandenburgisches Konzert No.3 G-Dur BWV 1048

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Cidadania e participação social

Que tristeza! Ninguém comentou no meu amargo último post. Tudo bem, vou postar um texto mega-chato agora.
Redação de colégio. Acabei de terminar. Confesso que não sou fã de temas como esse (Cidadania e participação social) mas não perco uma oportunidade de espetar o máximo de pessoas possíveis.



Há milhões de anos, a ambição do homem o fez perceber que se desejasse a posse de mais do que a roupa do corpo e dos alimentos necessários para sua sobrevivência, precisaria de ajuda. Percebeu que a união dos esforços, através do trabalho, resultaria num ganho acelerado de posses. Abandonou a vida nômade e começou a viver em sociedade. Exposto ao convívio social, o homem se deparou com uma série de problemas e, ao longo do tempo, elaborou e aprendeu maneiras para sanar tais conflitos.
A ambição continuou crescendo e quando o homem conheceu o poder, foi seduzido por um maior acúmulo de posses e sentimentos de superioridade. Mentiu, escravizou, matou e humilhou outros homens em nome dessa ambição.
A definição de cidadania se entende pelos direitos de um cidadão mas, indubitavelmente, as primeiras relações dessa com sentimentos mais democráticos vieram daqueles que não emergiram pela falta de ambição ou de sorte. Dessa camada de desafortunados, surgiu também a idéia de participação social que, junto aos mais altruístas, opinam sobre propostas cujo o tema é ligado, quase sempre ao igualitarismo e idéias de balanceamento social.
Enquanto de um lado os acomodados brigam para continuarem acomodados, os desditosos brigam para se tornarem acomodados. Talvez a solução seja pararem de enxergar uns aos outros como certos ou errados e assumirem que chegaram ao limite da ambição.



Parece pequeno mas em folhas de fichário, fica imenso.
Alguém avalie.

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Now playing: After Forever - Monolith of Doubt

sábado, 24 de maio de 2008

Alugo fígado novo

Beber para esquecer? Vale a pena ou não? Vai valer se você esquece com pouco alcool porque para mim, não vale. Bebi todas que consegui e soltei tudo que me incomodava. Agradavelmente, com uma pessoa que sabe o que é esse tipo de sofrimento.

Deve ter valido a pena na hora, mas acordar no dia seguinte e não sair do banheiro é uma bosta. Depois de ter vomitado até as tripas e estar com a boca amarga, deitado por horas no piso gelado de um banheiro, ainda ter que remoer todas as coisas ruins que aconteceram sob um ponto de vista ainda mais humilhante, faz com que a bebedeira não compense.


A ironia da história foi ter bebido exatamente pelas mesmas pessoas que não queriam que eu bebesse.


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Now playing: Avenged Sevenfold - Bat Country

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Cotidiano! (não leia)

Bateu uma vontade de escrever sobre mim. Vou falar de ontem porque hoje é um daqueles feriados tediosos e inertes.

Saindo do colégio, desci lá no Universitário e me encontrei com a Camila que acabou me preguntando se eu sabia que o Zineu chegaria no mesmo dia. Eu respondi que não e ela ficou falando enrolado sobre ir na casa da Raquel, aparentemente por não ter certeza se deveria comentar aquilo comigo. Anyway, ela consertou dizendo que não tinha certeza e que me ligaria pra confirmar.

Cheguei em casa a tempo de almoçar pra ir à aula expositiva da tarde, lá na barragem. Ouvimos um monte de coisa e ficamos num sol do caralho. Peguei carona de volta com a Vivian, e o Toshio veio comigo e ficou aqui em casa. Estávamos combinando junto com o Gabriel no MSN, de fazer um churrasco mais à noite. Estava tudo certo até o Danniel me lembrar da ida à Raquel. Ele não estava muito confiante se era pra ele ir, assim como eu também não estava sobre mim e fiquei indeciso. Liguei pra Lika e ela inutilmente tentou me convencer que isso não tinha nada a ver mas... bem, se não chamou, não era pra ir. Não há quem me tire da cabeça que não era pra eu ter ido, mas eu fui e confesso que fui por que eu estava com fome.

Chegando à casa da Raquel, as garotas estavam todas lá no quarto e o Zineu ainda não tinha chego. Cumprimentei uma a uma e fiquei na sacada olhando o nada a troco de nada. Estava refletindo se era certo estar alí. O Zineu chegou e há algumas quadras de distância, dava pra se ouvir um dos gritos de alegria por sua chegada.
Fomos para a copa comer torta e eu ocupei minha vista com a Folha de Londrina para não ficar com nojo e vomitar meu alimento.

O Danniel chegou e tive alguém pra ficar conversando. Depois fomos pra sala e ligaram um DVD de uma dessas bandas japonesas padronizadas da cultura de massa que, devo observar, o primeiro live com playback que já vi na vida. Acho que se tratava mais de um show de coreografias do que de música, dada a qualidade musical em comparação com a enfatização das roupas e danças.

Passou o tempo e fomos embora. Dormi na casa do Danniel por que estava sem condução e com preguiça de voltar pelas canelas.

Hoje, novamente a sensação de que não deveria ir a um lugar. Mas dessa vez não fui mesmo. Na casa da Cintia, namorada do meu irmão, está tendo uma festa de aniversário de sei-la-quem que meus pais foram convidados mas me colocaram no lugar. Bem, como ninguém chamou, não fui. Pena que fiquei sabendo que tinha comida japonesa. Odeio perder comida, ainda mais japonesa.

Um grande abraço :)

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Now playing: Sonata Arctica - They Follow