sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Juno

Música do dia: After Forever - Digital Deceit

Juno, um filme que não me chamou nem um pouco a atenção pelo poster, mas me deixou curioso após ler a crítica e saber que concorria Oscar de melhor filme.
História fraca e comum, coisa que viraria um cocô qualquer como Harry Potter, caso na mão de inábeis. Mas, por
incrível que pareça, um filme cuja a história é o cotidiano de uma adolescente que engravidou erroneamente, me interessou.
Uma comédia alternativa com algumas piadas inteligentes e algumas inúteis, o filme evolui conforme avança e é pena que a tradução faça perder algumas piadinhas que me fizeram rir por ter ouvido, não lido. Mas é algo compreensível, uma vez que algumas fa
las ficariam sem-graça escritas e dado o nível de conhecimento geral brasileiro, algumas ficariam com o humor tão restrito a poucos quanto ficou apenas pra quem entende inglês.
A gravidez acontece quando Juno, a protag
onista, e seu amigo esquisitão estão entendiados em casa e resolvem fazer sexo (ótima alternativa ao tédio, de fato). Conta à sua melhor amiga e, em seguida, aos pais, que têm uma reação cômica. Logo, a notícia é espalhada pelo colégio e a garota opta por uma clínica de aborto, a partir daí, o filme cresce e tanto o enredo fica melhor, com um desenvolvimento imprevisível quanto as piadas se tornam mais intelectuais.
Quanto à trilha sonora, não é do tipo que eu teria em casa para ouvir, mas combina perfeitamente com o clima alternativo/surreal do filme, dá um clima legal ao mesmo.
O ponto alto do filme, é o desenrolar imprevisível dos fatos. A história em si nos faz pensar que o filme trará a velha lição-de-moral ao final e a aparição de alguns personagens nos faz suspeitar de coisas que sequer acontecem, dando ao filme um toque de realidade para substituir as velhas pseudo-surpresas que viraram clichês chatos.

O mais curioso,
é que a autora do filme, Brooke Busey, é uma ex-stripper que também trabalhava fazendo sexo por telefone. Curioso porque tendo uma autora com esse passado, imagina-se um filme clichê e com seu tom picante e vulgar, algo oposto à comédia Juno. Também conhecida pelo pseudônimo de Diablo Cody, Brooke se formou em publicidade e trabalhou na área até se cansar da monotonia cotidiana e ganhar a vida com um velho hobbie.



LOLE quem foi que disse que o Brasil não tem futuro artístico, seja ele em cinema ou literatura? Pois por aqui também temos nossa puta autora (ou seria uma autora puta?). Bruna Surfistinha, depois do sucesso (...) dos seus dois primeiros livros, "O Doce Veneno do Escorpião" e "O que aprendi com Bruna Surfistinha", está dando de tudo por sua nova obra "Na cama com Bruna Surfistinha"! Um ótimo livro pra você, leitor mente-aberta, livre pra novas experiências literárias. E não pára por aí, os quadrinhos eróticos de Surfistinha estão o maior sucesso entre punheteiros internautas da web.
Meio caminho andado pra Academia Brasileira de Letras, está praticamente com os dois peit...digo, pés por lá.
Sucesso!

3 comentários:

debora disse...

uau! o dicles comentou comigo sobre o filme, um dia eu ainda quero assistir! e nossa, não sabia que a autora era uma ex-stripper o3o que.. estranho.

é legal ler o bloki do loki, ele sempre posta umas informações a mais =x

tchau tchau lokinho~

Rafa Japa disse...

gostei dos 2 textos
e vc os comparando
:pp


bom.. gostei da critica ao juno..
e no cinema tb nao me chamou atenção
mas vou ver de assisto semana q vem na quarta q é mais barato :p

um grande abraço (por traz) brunete!!!!!!!!

Likaaa* disse...

uaheuaheuahuhe
Bruna Surfistinha rumo à glória na literatura brasileira
/o/
auyehauehaueh
só falta alguém achar q ela tem potencial pra escrever um filme tbm =.="
ótimo post, loki
;)