segunda-feira, 30 de março de 2009

Dica aos leitores

Você, leitor que dá xilique se ofende com algum post feito pela minha pessoa, ficam aqui algumas dicas para quando quiser revidar.


UMA GRANDE DICA:
Em hipótese alguma irei me ofender com qualquer coisa que disser. Você pode xingar minha família, tentar diminuir minhas características e me dar adjetivos de qualquer natureza. Mesmo assim, a opinião é sua e não vou dizer que eu a respeito, é diferente disso. Eu simplesmente não me importo com sua raivinha e to cagando pra você.


Se quiser ser levado a sério (sim, eu levo alguém a sério):

1 - Mantenha a calma e reflita sobre o assunto antes de replicar;

2 – Reúna todos os seus argumentos contrários ou favoráveis e os disponha de maneira organizada para eu entender o que pensa. Você pode ter até uma idéia discutível, mas se não souber como se expressar, é o mesmo que piscar o olho para uma garota no escuro;

3 – Se mesmo sabendo que eu não vou franzir meu cenho nem um milímetro por conta dos seus adjetivos, quiser ainda descontar sua raiva em palavras contra mim, por favor, escreva de acordo com as regras gramaticais, sintáticas e ortográficas (pelo menos, se esforce) ou eu nem terminarei de ler.

Por enquanto é só. Caso eu lembre de mais alguma coisa, atualizo esse mesmo post.

terça-feira, 24 de março de 2009

MEC propõe troca de modelo arcaico do vestibular

Depois de comprar briga com fanzinhos de Harry Potter, Crepúsculo e outros livros pra boi dormir; ser desafiado para um incrível desafio de taiko (porque eu NUNCA conseguiria tocar um desses, claro) e aporrinhado por n outras razões, dessa vez, o calo foi dos calouros (péssimo trocadilho).


Na minha longa experiência em ouvir piti de gente ofendida, percebi que seguem padrões de resposta às minhas críticas. Uns descontrolados xingam até a minha décima-sétima geração; outros tentam, inconscientemente, seguir a filosofia do "seja superior", porém fracassam com suas péssimas tentativas de ironia que não passam de um "você é bom mesmo, hein?!". Mas a maioria delas me desafia a algo. Os leitores da J.K. Rola me mandam escrever melhor que ela, os taiko-shiitas me mandam tocar como eles e, agora, os calouros me mandam ser xarope passar no vestibular "bom" como eles. Que fique um recado para vocês, crianças de entendimento limitado: eu sou um crítico. Ui, isso realmente soa arrogante, mas, deixando isso de lado, quero que usem o tico-e-teco de vocês. Um crítico se depara com um assunto, forma sua opinião, estuda o assunto e aperfeiçoa sua opinião. É isso que eu faço. Eu não posto aqui, nada que eu não tenha lido muito a respeito e já conheça o suficiete para tacar pedrinhas.
Se eu reclamar que minha patente tem um formato desconfortável, irão me dizer "faça patentes melhores, seu ridículo!". Se eu reclamar que meu Xbox 360 esquenta rápido demais ou que o Windows Vista é pior que um CD do Wando, irão me dizer "seja tão bom quanto o Bill Gates para ter a empresa mais rica do mundo e depois diga alguma coisa, miserável!". As coisas não são tão simples, amiguinhos (e o mundo não é perfeito, dãaan). Tendo um conhecimento contextualizado teórico, posso fazer uma crítica. Se não fosse assim, aceitaria tudo de mão-beijada! E ainda, se não fosse assim, se todos criticassem apenas o que sabem FAZER, para que existiria um crítico?! Para denunciarem outros críticos que estão criticando críticas de maneira errada?! Isso não faz o menor sentido, pessoal... Pensem a respeito.

Existem assuntos pelos quais eu me interesso e, sendo assim, tento compreendê-los e estudá-los pois, com interesse, é bem mais fácil. Cinema, música, literatura, mitologia, religião, tecnologia eletrônica e educação são tópicos pelos quais sou apaixonado há um longo tempo. Eu não postaria nada (pelo menos nos dias atuais) a respeito de economia de mercado, por exemplo. Acho fascinante, mas não entendo porra nenhuma. O que quero dizer é que tenho uma certa experiência com música para falar de dificuldade de instrumentos e por aí vai. Mas não precisa ser um grande gênio para falar de vestibulares e educação nacional. Na real, até um belo leigo tem idéia de a que pé anda a educação e assuntos relacionados no país. Isso é senso comum. O problema está em quem não quer aceitar que não é tão bom assim. O pessoal que passa no bom e velho (bem velho) vestibular, depois de sofrer uma chuva de queridismo dos amigos que dizem que ele é realmente inteligente e merecia aquilo. Isso é um adicional para que o cidadão suba no topo do mundo e diga "eu posso!". Desmerecer o seu feito, jogando tristes fatos sobre o precário modelo de prova, é briga na certa. A grande maioria foi induzida a se sentir superior e pretende ficar com o ego intocável. Somos seres humanos e vivemos num planeta em comum, portanto, devemos comparar nossa "superioridade" com os outros, num todo. É claro que numa comparação nacional, passar nesse vestibular decoreba é um belo feito. Mas queremos ficar presos a isso?! A sermos melhor que o traficante do morro e que o bandido do semáforo enquanto não fazemos nada para que essa situação deixe de existir?! Não queremos evoluir para sermos tão bom quanto os japoneses ou os finlandeses?! Sinto muito, não sou assim. E se é difícil entender meus argumentos, se é mais fácil dizer que estou com inveja disso que chamam de mérito, discutam com o ministro da educação, Fernando Haddad que, dois dias após meu post sobre vestibulares antiquados, declarou que irá propor um novo modelo aos mesmos, citando ainda, colocações familiares a quem leu meu post. A matéria completa DEVE ser lida! E está aqui:



O ministro explorou um ponto pelo qual passei longe. Tendo em vista que o ensino médio é voltado ao vestibular, sempre pensei na reestruturação do sistema para aperfeiçoar a prova-filtro, entretanto, o ministro pensa em mudar o vestibular para que o ensino médio melhore e que algumas escolas boas voltem a ser boas e não uma simples instituição que enfia informação na cabeça dos adolescentes para que eles passem na prova.
Ser ministro da educação no contexto brasileiro não deve ser fácil. Ter boas idéias e ainda se preocupar com quais condições irá aplicá-las, é um trabalhão mental. Confesso que tirei o chapéu para essa iniciativa que não é a minha utopia, entretanto, é, indubitavelmente, o ideal visando o contexto.

Eu espero que, num futuro não muito distante, o Brasil possa ter jovens que pensem, ao invés de decorar. Apesar de que, com isso, perderia toda a graça de cutucar o ego dos encabrestados metidos-a-besta.

terça-feira, 10 de março de 2009

Ensino Superior é ser superior.

Esse começo de ano é só folia. Todo mundo sabe que o Brasil só começa a funcionar depois do Carnaval (e olhe lá!). Longas ressacas do reveillon, preparações e as festas de Carnaval e, por último mas não menos importante, a volta às aulas (para quem estuda, claro). Todos os anos, milhares de jovens passam pelo sufoco do vestibular, atenuados pela grande maioria que vê a prova como um monstro e faz questão de difundir o mito. Se dividem entre os que enlouquecem de tanto estudar e os que não têm muita paciência para ler livros didáticos. Me encaixo na segunda opção.
Começou 2008 e eu disse a mim mesmo que me dedicaria aos estudos mas foi pura ladainha. Quando ainda estava na empolgação de devorar livros, no primeiro semestre, fui sufocado pelas baboseiras desconexas de meu antigo colégio Sesi, como a criação de uma padaria. Assim que tive a oportunidade ideal, com corpo docente qualificado e sem padarias, era tarde... Mas talvez não fosse tarde demais, o que é difícil julgar já que fui preguiçoso mesmo.
Dos dez livros da lista da UEL, li apenas um que, fatidicamente, não apareceu em nenhuma questão da segunda fase. Esse foi, definitivamente, meu tropeço. Errei quase todas as questões de literatura pois não sabia nem do que se tratavam os livros e as perguntas eram completamente estranhas para mim. Isso tudo aliado a um cara ruim de chute, dá nisso. É bom frisar que eu discordo que os pontos de língua estrangeira sejam vergonhosamente inferiores aos de literatura nacional/portuguesa. Não enxergo um ambiente onde saber quem foi Machado de Assis seja mais valioso que uma comunicação fluente em inglês. Enfim, isso tudo faz parte da velha besteira de achar que o Brasil tem alguma cultura da qual se orgulhar. Até a literatura (e diria, PRINCIPALMENTE a literatura) é cópia descarada e mal-feita da literatura estrangeira. Assim como quase todo o resto que temos para nos orgulhar, inclusive a farsa do sentimento patriótico que, só vem à tona, convenientemente nos anos de Copa do Mundo.


A minha enorme paixão pelo ensino e como ele é ensinado (englobando todas as minhas curiosidades pela neuro-ciência e desenvolvimento humano ligado a índices de educação) não me deixa quieto sabendo que o modelo de nossos vestibulares não passa de uma maquiagem para uma forma de ensino já ultrapassada há mais de cem anos pelos europeus (e olha que eu nem vou falar do Enem). Um modelo que só valoriza um tipo de aluno: aquele que tem boa memória. Devore livros, leia-os todos e tenha uma boa capacidade de armazenamento mental e não terá erro na grande maioria dos vestibulares do país. Há anos eu percebi que o raciocínio é muito mais valioso que o simples saber e, há não tanto tempo, eu descobri que isso é óbvio e já descobriram isso antes de mim (der!).
Sabido que os reitores e mestres do ensino têm ciência de tal fato, justifico o que quis dizer com "maquiagem". Como implementariam um modelo de vestibular onde o valor fosse dado àqueles que realmente pensam, valorizando o esquenta-cuca; o raciocínio, se o sistema básico de ensino é um esgoto a céu aberto?! Desde nossa infância, nos enfiam coisas para estudar e decorar e decoramos para as provas e vamos arrastando assim até o vestibular que, tcha-ram, fazemos a mesma decoreba novamente. Não preciso alongar muito a discussão pois, quem raciocina, já sabe o final dessa linha de pensamento: a falta de investimento na área de educação. Certamente, não seria barato mudar o conveniente (e preguiçoso) sistema de educação massificado baseado no decoreba para um que exigisse que o aluno fosse além do cópia-e-cola e estivesse preparado para questões-desafio de raciocínio e lógica. E ainda saem índices "espantosos" de como os brasileiros têm pouquíssimo interesse pelas áreas exatas. Simples, né?! A molecada corre de tudo que exige um pouquinho da força do intelecto e cai dentro do que precisa simplesmente memorizar.

Diante disso, percebemos o quanto o ser humano é podre. Se você é podre, tem que achar alguém mais podre para poder se sentir melhor, e é assim que funciona. Já não aguento mais a apodridão de orgulho de n calouros da UEL que estão no topo-das-tamancas simplesmente porque foram selecionados no já discutido modelo tosco de seleção. Os podres das faculdades federais pisam no orgulho dos podres de universidades estaduais que, por sua vez, precisam provar que não são os piores de todos, chacoteando os estudantes de universidades particulares. Passar em um vestibular de conceito alto só prova uma coisa: tens boa memória. Esse pessoal precisa ler mais, estudar mais, pensar mais e decorar menos. A maioria passou no vestibular e já se acham grandes o suficiente para estacionar os assuntos intelectuais que não têm relação com a faculdade. Triste.

É... esse começo de ano é assim mesmo. Gente se orgulhando por pouca merda, congratulações esbanjadas por tradição e não por mérito, moleques de cabeças raspadas com tinta na testa, meninas esfregando as bucetas nos veteranos em cervejadas e por aí vai. Pois é, Lula, parece que a crise realmente não mudou muito o cenário nacional.



Observação aos comuns leitores de raciocínio desavantajado: A última frase do post, assim como o título do post e algumas frases dentro do blog, são ironias ou piadinhas bem mal-feitas que não devem ser levadas ao pé da letra.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Kinka

Eu achava que era o terceiro mas era o DÉCIMO QUARTO ano desse evento. Será que eles não passaram por nenhum tipo de evolução, ou talvez tenham regredido porque o Grupo Sansey foi tomado por moleques?!

A idéia inicial do Grupo Sansey (ou o que tentam nos fazer acreditar) se baseava em difundir os elementos da cultura japonesa entre os cidadãos de Londrina, em suma, os jovens. Muito legal! No começo, era um bando de japoneses velhos e poucos jovens tentando levar esse projeto à frente, vinte anos atrás. Sucesso ele faz, mas existem pontos irritantes que não podem deixar de ser observados, por exemplo, o que antes era, notoriamente, pra ser uma fusão entre os elementos nipônicos e brasileiros, se perdeu. Sim, e deve-se ao fato de que existem tantos japoneses nessa cidade, que a grande maioria deles só se relaciona com outros japoneses! Quando digo japoneses, me refiro aos descedentes, basta ter olho puxado para fazer parte da máfia social japonesa de Londrina. Onde foi parar toda aquela coisa de mistura?! Eu ando em grupos onde, geralmente, sou o único não-descendente, mas isso é porque a estatística deve ser de um não-descendente para cada vinte descendentes por aqui. O que eu desprezo é a maneira como os brasileiros, apenas por terem uma descendência (mesmo que longínqua) japonesa, fecham seu meio social só com outros malucos desse tipo. Espantoso é ver a frequência com a qual os japas só mantem com japas, as relações mais próximas de amizade e afeto amoroso. Isso sim é a mais decepcionate forma de racismo. E um racismo que o pessoal abaixa a cabeça e acha que tá tudo bem. Sou racista por chamar um preto de preto, mas não sou racista se só me relaciono socialmente com não-descendentes por educação?! Mais odioso é ver o bando de otakus que têm sua árvore genealógica a milhões de quilômetros do leste asiático e que, além de abaixar a cabeça a esse racismo, ainda adere. Porra! O pessoal tá negando a própria essência! Menininha-otaku que só fica com japonês?! Vá pra puta que te pariu! A maioria delas vem com o argumento pronto de que gosta da cultura e lalala. Gosta o caralho! Gosta mesmo é dessa modinha que virou o Japão no Brasil. E as culturas das outras centenas de povos espalhados pelo globo?! São desprezíveis os japoneses racistas que só se aproximam de outros japoneses, mas são muito mais nojentos aqueles que sequer tem marquinha do Japão e fazem a mesma merda! É repugnante alguém que menospreza a própria natureza para aderir à outra, e alimentar esse racismo veemente.

Sou do tipo que apóia toda manisfestação cultural (desde que tenha alguma coisa de cultura de verdade). Acharia foda eventos como esse, mas eles não passam de baboseira disfarçada de cultura. A falta de incentivo para que melhorem esses eventos é culpa exclusiva do público sem o menor raciocínio crítico. Um puta país com uma puta cultura está putamente mal-aproveitado aqui, onde tem japonês brotando do solo.
Ja disse em outro post, e vou reclamar disso de novo: CHEGA DE TAIKO! Ta ok, faz parte da cultura e blablabla. Mas só isso?! Até uma samambaia consegue tocar taiko, e eles se aproveitam desse fato para enfiarem duzentos zé-ninguém tocando esse instrumento de percussão e jogarem um playback de frame rate duvidoso com instrumentos que necessitam de mais neurônios para serem tocados, como os eruditas culturais japoneses, shukuhashi, shamisen e koto. Até hoje não vi NENHUM maldito que toque um instrumento tecnicamente difícil nesse Sansey. No Kinka, teve uma apresentação com dança e taiko, onde colocaram tocadores de taiko (taikokas?!) em cima e embaixo do palco. Resultado: um som extraordinário e esplendoroso. Entretanto, para acompanhar a frequência sonora emitida pela grande quantidade de bumbos, aumentaram em equivalência o playback que rangia um violino. Som digital de um ou dois violinos (instumento de cordas friccionadas, com timbre naturalmente agudo) contra o som real de uns vinte taikos (percussão, isso basta). Ah! Era ensurdecedor! Onde será que está o problema desse pessoal? Faltaram as aulas de física, de música ou de bom-senso?!


Fiquei misteriosamente pensando durante o evento: tem alguém que sabe REALMENTE no que se baseia a música dentro do Sansey? É fato que ninguém exige nada de ninguém lá dentro. Distribuo balas de hortelã para toda a comunidade japonesa se algum dos moleques que se apresentaram fez um ano sequer de aula de canto. A berreira dos japas boy-band era incrivelmente amarga. Não conseguiam equilibrar a respiração com a voz, por estarem se mexendo muito. Claro! Se a pessoa não aprendeu o mínimo da técnica de respiração numa aula de canto, NÃO VAI CANTAR BEM, muito menos em movimento. Não canso de dizer que a voz é o instrumento mais difícil de se dominar. A maioria das pessoas se enganam achando que basta saber falar para se saber cantar. Alia-se ao queridismo que devem passar esse monte de japoneses ao receberem inúmeros elogios falsos de gente idiota que acha que está fazendo bem ao dizer que aqueles infelizes cantam alguma merda. Certeza que se enchem de um orgulho sem mérito porque o que não vai faltar é gente pra dizer que cantam bem e puxar o saco dos japinhas bonitinhos. Parem de ser idiotas, todos vocês! O que é ruim, tem que ser bom! Se não quiserem melhorar, pelo menos aceitem que está ruim e não continuem com essa merda toda. O problema-mor é que está tudo uma merda e ninguém tem a coragem de dizer, fica esse chove-e-não-molha onde a pagação de pau, cria uma geração de medíocres que se convencem que são bons.

Talvez isso tudo gire em torno da observação que minha amiga fez enquanto comíamos: "se não forem eles, quem é que vai fazer?" Bom, eu desacredito que gire em torno disso, mas entendo que diminuiria radicalmente o número de pessoas no Sansey, caso aquilo fosse uma coisa séria. Botem um músico para ensinar técnica vocal para essa molecada, e um músico rígido! Chega de achar que ta tudo bem, invistam! Achem um indivíduo que entenda de coreografia; um sonoplasta; um erudita japonês! Aí sim, mais da metade dos zé-ninguém que só sabem bater no tambor e berrar ondas sonoras disformes, sairão de lá e darão espaço àqueles que querem alavancar a coisa, que querem um nível para aquilo. Quantidade não é qualidade!

Não é mais válido o argumento de que eu só reclamo. Até mesmo o apresentador do Kinka disse esse ano: "Não precisa saber cantar para entrar no Sansey". Jogam porcaria na minha cara, deixam isso claro e eu olho para o lado e vejo que tem gente se derretendo com toda essa mediocridade. Deplorável.
Enquanto continuarmos engolindo a merda que jogam nas nossas gargantas, será merda que continuarão a jogar.

domingo, 30 de novembro de 2008

Mônica em mangá

Dê uma olhadinha rápida na banca mais próxima de sua casa e vai encontrar a nova e surpreendente transformação da turma do Limoeiro: Turma da Mônica versão mangá. Para você que não entende bosta nenhuma, deixo claro: isso não é mangá! Mangá não é simplesmente a tradução japonesa de "quadrinhos", assim como Maurício de Souza deixa parecer nas primeiras páginas do volume zero de sua nova porcaria. Os mangás são criados em preto-e-branco (ou escala de cinza) com intenções, não simplesmente por economia de dinheiro ou preguiça de pintar, pois o japonês pode ser bizarro e o diabo a quatro, mas preguiçoso não é. A idéia de movimentação rápida, câmeras bem distribuídas e personagens super-expressivos são pioneiras do mangá, lá da época do Osamu Tesuka. Tudo isso, aliado a quadros monocromáticos, dificultam a compreensão rápida da cena, forçando os menos acostumados a ficarem muito tempo numa única cena para compreendê-la. E esse é o grande lance do preto-e-branco, te fazer raciocinar! Há certos mangakás (desenhistas de mangá) que abusam dos traços de movimentação e fazem com que até os leitores mais avançados se percam esporadicamente, assim como eu ficava constantemente boiando em algumas cenas do, recentemente findado na edição brasileira, Angel Sanctuary, da autora Kaori Yuki.
Todos esses elementos do mangá, NÃO são encontrados nessa nova Mônica. Continua o mesmo gibi com imagens chapadas, sem aspecto de movimentação, como fotogramas, mas, dessa vez, em preto-e-branco. Da maneira que funciona a cabeça do Maurício de Souza, imagens paradas e socadas umas na frente das outras como stop-motion. Mudaram o traço? Quase nada. A Mônica é o que todos já esperavam de sua imagem crescida, uma vez tendo lido a Tina. Jogaram os olhos "mangá-like" que qualquer aspirante a desenhista de mangá sabe fazer, inclusive aqueles que fazem cursos na K2, achando que serão grandes quadrinistas, e, mesmo assim, ele não teve a coragem de esticar direito aqueles olhos à nivel de quadrinho japonês mesmo, que é bem exagerado.
Basicamente, o Maurício está fazendo uma adaptação técnica do "seu estilo" para o mangá. As aspas se devem ao fato de que, caso não saibam, o titio Maurício não desenha merda nenhuma. O que ele desenha são aqueles personagens puxados e bizonhamente retorcidos de mil novecentos e sessenta/setenta e tantos. Os méritos da turma atual são do Aluir Amâncio, o desenhista que deixou a Mônica fofinha.

Além de tudo, ele ajuda na estereotipação do japonês e seu país, socando o gibi de apetrechos eletrônicos como se o Japão fosse um paraíso hi-tech e nada mais. Provavelmente, ele seja assim mesmo na mente pequena desse espírita ambicioso e sem nenhum senso de mercado que é Maurício de Souza. Exemplificando seu fracasso de planejamento, ele vendeu 45.000 exemplares na Bienal do Livro e precisou ser feita uma nova tiragem para as bancas. Isso é extraordinário, o cara faturou uma grana preta (multiplique o total pelo preço unitário e subtraia uns 30% da editora), mas nas bancas, o negócio tá indo bem devagar. Falta de planejamento! A mesma lorota do ordinário do Cassaro que parou com o quadrinho do Holy Avenger e especulou uma animação que não saiu de uns míseros testes porcos que ainda devem rolar pelo YouTube. Na banca, a concorrência é forte. Acabou a novidade e se está ao lado de gigantes da molecada trouxa como o Naruto. Sem contar os otakus-burros que compram Naruto porque são otakus-burros, vamos falar da molecada nova. Essa molecada que assiste Naruto no Cartoon Network e na TV aberta. É um público tão grande, ou talvez maior, do que os otakus que esquecerem de amadurecer e continuam lendo Naruto, Sakura e Mônica e vão a eventos de anime para mostrarem livremente toda o seu atraso mental, travestidos de cosplays.
Deixando minha raiva de otakus de lado, voltemos à imparcialidade. O fato é que Naruto passa na TV. É sabido que a animação eleva o mangá e vice-versa. A falta de planejamento do Maurício e sua equipe fizeram com que a animação da Mônica em mangá só saia ano que vem. A coisa mal ta pronta! Ano que vem sai esse lixo e todo mundo já se esqueceu. E a molecada continuará lendo e vendo seu Narutinho.
Outra putaria que deveria ser frisada é a farsa do mascote da imigração. Imagine a quantidade de desenhistas-amadores que mandaram seus mascotes para o concurso, acreditando na oportunidade, alimentando um sonho (bem besta, se tratando do Brasil), para, no final, o vencedor ser ninguém menos que Maurício de Souza. Vá para o diabo! A gurizada sonhando e foram todos sapateados pela corrupção do universo dos quadrinhos nacionais, onde o deus é o Maurício de Souza.


Isso tudo é um paradoxo. Podemos pensar que o Maurício deu um tiro no próprio pé, abrindo espaço para a cultura do mangá. O leitor infantil, agora com o interesse despertado, tem acesso à internet o tempo todo. Dois palitos para caçar títulos muito melhores na internet mas também, como a coisa não tem limite, achar toda a putaria de lolicon e essas merdas insanas que só são engolidas por japoneses problemáticos ou por otakus muito, mas MUITO estúpidos. É interessante essa mistura de culturas, mas vamos trazer do Japão só o que tem de bom, por favor. Já chega de toda merda que acabou escapando pelo buraquinho e veio parar na mente despreparada do brasileiro, criando o otaku-nacional a quem estou submetido a ver em cada evento cultural que vou, talvez ainda acreditando que há um futuro para o quadrinho nacional e para o fã brasileiro de quadrinhos. Não consigo enxergar uma maneira para ampliar o discernimento lógico do leitor nacional. A cada coisa boa que aparece, milhões de coisas ruins vêm juntos e me parece que o brasileiro só consegue absorver as ruins. Já tem até show de Visual Kei no Brasil. Estamos caminhando ao inferno.

Se você é desenhista e está lendo esse post, aproveite a oportunidade que o Maurício abriu na mente dos leitores infantil e infanto-juvenil, e lance seu quadrinho, corra atrás. Mas, pelo amor da sua mãe, tenha idéias! Não copie! Chega de fanzineiro que desenha samurai para os garotos ou a colegial bonitinha para as garotas. Chega dessa merda! Viva a realidade de seu país, seu inútil.

Fica a dica.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ilhado pela incompetência

Semana passada, o Mercado Livre suspendeu meu cadastro e me enviou um email explicativo dizendo o seguinte:

Olá IN.GAME

Seu cadastro foi cancelado e automaticamente todas as suas negociações ativas foram canceladas.

Atenciosamente,

MercadoLivre.

Eu tinha acabado de acordar e não tava entendo o motivo de tantas mensagens na minha caixa de entrada até ler esse email. Tratavam-se de emails do cancelamento de cada produto que eu tinha anunciado, alguns de clientes que solicitaram devolução do dinheiro e outros emails diretos de clintes pedindo satisfações. O que acontece é que essa digníssima instituição chamada Mercado Livre, se ve no direito de suspender cadastros a torto e à direita sem ao menos ponderar os gastos de um vendedor. Enviaram um email para cada cliente com negociação aberta comigo com a sugestão de não prosseguir com a negociação comigo pois meu cadastro estava sob investigação. Pronto! Um simples email deturpa uma imagem. Dois palitos para metade dos clientes solicitarem o dinheiro de volta, o dinheiro retido no Mercado Pago. Ok, eu posso recusar a solicitação e teremos mais um prazo para entramos de acordo, e tenho certeza que o comprador entenderá pois já enviei vários produtos que estão para chegar. Errado! Sem acesso à minha conta, não posso recusar a solicitação de retirada de dinheiro dos compradores. Após um certo prazo, usa-se da idéia do "quem cala, consente" e o dinheiro volta ao comprador. Não entendeu nada porque você nunca vendeu ou comprou pelo Mercado Livre? Bem resumidamente, o Mercado Livre cortou minha conta sem motivos e está deixando com que vários dos meus clientes levem produtos sem pagar nada. O meu prejuízo está beirando os mil reais brutos. Mil reais porque não contei as negociações que aguardavam recepção, isso daria mais uns três mil reais. E, ainda, a imagem suja que o Mercado Livre pintou de mim, renderá um prejuízo incalculável.

Essa instituição que muda constantemente o endereço físico e telefone para não serem achados por ninguém, ficou mais de uma semana com o site 'travado'. Após isso, como compensação ao imenso prejuízo causado a milhares de vendedores, deram três míseros dias de anúncio grátis como se isso cobrisse 1/10 da merda que fizeram. Agora, se sentem capazes de suspender o cadastro de um usuário em dia com os pagamentos e normas sem, ao menos, dar uma explicação. Mandei um email aos vagabundos e eles me deram o prazo de três dias úteis para resposta. Espero que a resposta também seja útil. Mas, enquanto isso, o tempo passa e os meus prazos acabam. Quanto mais tempo passa, maior meu prejuízo. Caso eu não recupere cada centavo perdido nessa brincadeira de gente incompetente, entrarei com uma ação de perdas e danos contra o Mercado Livre. Será possível que tenho que viver rodeado de incompetentes e anti-profissionais?!
Falando nisso, eu que pensei que tinha me livrado do Sesi, estava enganado. Há mais de três meses, quando saí daquela coisa e fui para o Pontual, havia uma certa papelada a ser devidamente acertada. A minha parte já está completa com o Colégio Pontual, entretanto, aguardo o meu histórico escolar do ensino médio, que está em posse da instituição Sesi. Esse documento tinha um prazo de, no máximo, dois meses para ser transferido de colégio para colégio. Mas lá, a coisa não anda, se arrasta. Eu não duvido nada que, naquele colégio onde marcam uma viagem para a praia no dia do vestibular da Federal do Paraná, estejam atrasando o meu lado. Sem esse documento, minhas médias não fecham; meu boletim não sai; minha recuperação fica incalculável e, por fim, não passo de ano. Acabo de saber que passei em primeiro lugar da minha sala na Unifil, logo, ganhei bolsa integral para o curso todo de Ciência da Computação. Caso eu não passe na UEL, obviamente aproveitarei essa oportunidade. Contudo, certamente há alguém que quer bloquear meu progresso ou, então, simplesmente não quer trabalhar, já que isso é praxe de certas pessoas.

Hoje, irei ao Sesi. Perder meu tempo que poderia estar estudando ou trabalhando. Essa é minha vida: além de cuidar das minhas preocupações, tenho que ficar de olho para ver se os outros estão fazendo tudo certinho, pois, eles cagam, e quando cagam, eu que tenho que limpar.

Cresçam.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O infortúnio das escolhas


Já dizia alguém que não me lembro quem: somos vítimas de nossas escolhas. Percebe quanto sofremos por escolhas mal-feitas? Culpamos meio-mundo mas temos que aprender a acostumarmo-nos com nossas escolhas mal-sucedidas. O mundo está cheio de gente oportunista que te levará a uma escolha terrível. Maduro é aquele que consegue passar por isso, dando a volta por cima.
Sou o cara de escolhas miseráveis. Tenho um talento nato para optar pela pior escolha, mesmo que ela seja uma em cem. Se eu contasse metade delas detalhadamente, muitos achariam que sou um mentiroso ou que me passo por coitado. Dentre minhas piores escolhas, estão as relacionadas a rumos letivos. Estudei num colégio bom em Ourinhos, sempre fui o melhor aluno e blablabla (pularei a parte infla-ego). Uma criança nerd que adorava ser chamada de inteligente e se achava o melhor com todas as brincadeirinhas que faziam a respeito de suas notas altas. Como os professores eram deuses para mim, suas palavras eram mais que ordem. Por causa disso, tive minha primeira escolha desastrosa: resolvi fazer ensino médio no colégio técnico, um colégio de Ourinhos que mantinha boa fama por, apesar de ser gratuito, exigir um bom resultado numa prova para ser admitido. Como um vestibular, x candidatos para y vagas.
Passaria dias relatando a imundice daquele colégio e ainda tive o azar de cair bem no ano que os professores fizeram uma greve salarial. Repeti aquele ano por faltas. Não queria passar um ano sem ter aprendido nada. Esse ano foi terrível para mim pois, devido à outras escolhas ruins, desanimei dos estudos. Bem, estou contando demais sobre minha vida e isso não é bem um diário...

Voltando ao foco, uma das minhas últimas escolhas erradas foi o Colégio Sesi. Desesperado em sair da rede pública, optei pelo primeiro barateiro que encontrei. Associei o nome SESI com o mesmo que estudei em Ourinhos, mas o sistema do estado do Paraná é outro e, eu deveria ter previsto isso, os admistradores locais também são outros. O nome não era nada...

Por falta de condições financeiras, cometi o mesmo erro do colégio técnico de Ourinhos. Atrasei quase dois anos da minha vida letiva num pandemônio inenarrável. Atualmente, o Colégio Sesi não aderiu à uma chance que a Unifil ofereceu a todos os colégios de ensino médio de Londrina. Oportunidades de bolsas integrais e parciais para os melhores alunos de cada colégio! A Unifil, apesar do preconceito em relação às instituições privadas de ensino superior, tem alto conceito e é, sem dúvida, uma boa universidade. Mas não aderiu por quê? Aparentemente, coincidiu com a data de uma viagem para a praia. Basicamente, trocaram uma oportunidade rara de estudo firme por areia e sal (e um pouco de putaria, quem sabe?!...). Eu sei que prometi a mim mesmo que subiria, de joelhos, as escadas rolantes que descem do Shopping Royal Plaza, caso alguém da minha ex-sala, passe em algum curso da UEL que seja mais concorrido que 20 por 1. Sim, exemplifiquei toda a minha descrença. Mas um colégio não deveria pensar assim. Se são descrentes em relação aos alunos, deveriam se esforçar para melhorarem a situação. Entretanto, por certo, isso não passa na cabeça de muitos dalí. Me lembro como muitos se gabavam dos seus títulos de mestrado e sei lá mais que diabo, mas tenho certeza que se montassem suas próprias instituições, não saberiam organizar nem mesmo os livros em suas estantes. Uma boa parte dos grandes, se rói de raiva de mim mas tentam não demonstrar porque sabem que o ato de ignorar é mais sábio. Mas é apenas fingimento e, por muitas vezes, mal-sucedido.

Insituições como essa, acabam com a esperança no jovem brasileiro. Incompetência, desonestidade, trapaça, vingança, birra, e inúmeros outros adjetivos que não deveriam fazer parte de um corpo docente e administrativo. Sinto que alguém deveria mudar toda essa lambança, mas me acho um palhaço em esperar que caia do céu. Posso ter armas letais um dia, mas hoje, infelizmente, sou inofensivo. O que está nas minhas mãos, estou fazendo: estudar.

Estaria confiante de passar na UEL ou em outro vestibular, mesmo de exatas, se eu tivesse simplesmente escolhido o Pontual no lugar do Sesi, daquela vez... Tento aproveitar o máximo da união de incríveis professores que tenho atualmente, mas é claro que entrei no caminho certo um tanto quanto atrasado. Só que não importa! É hora de mostrar a minha maturidade, já que eu divulgo que tenho. Hora de parar de culpar aos outros, assumir meus erros e lutar, mesmo que sozinho, contra toda a sujeira da educação nesse país.


Aí vem UEl.
Sinto muito em ter que carecer de um "boa sorte".


Abraço a todos.