terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Kinka

Eu achava que era o terceiro mas era o DÉCIMO QUARTO ano desse evento. Será que eles não passaram por nenhum tipo de evolução, ou talvez tenham regredido porque o Grupo Sansey foi tomado por moleques?!

A idéia inicial do Grupo Sansey (ou o que tentam nos fazer acreditar) se baseava em difundir os elementos da cultura japonesa entre os cidadãos de Londrina, em suma, os jovens. Muito legal! No começo, era um bando de japoneses velhos e poucos jovens tentando levar esse projeto à frente, vinte anos atrás. Sucesso ele faz, mas existem pontos irritantes que não podem deixar de ser observados, por exemplo, o que antes era, notoriamente, pra ser uma fusão entre os elementos nipônicos e brasileiros, se perdeu. Sim, e deve-se ao fato de que existem tantos japoneses nessa cidade, que a grande maioria deles só se relaciona com outros japoneses! Quando digo japoneses, me refiro aos descedentes, basta ter olho puxado para fazer parte da máfia social japonesa de Londrina. Onde foi parar toda aquela coisa de mistura?! Eu ando em grupos onde, geralmente, sou o único não-descendente, mas isso é porque a estatística deve ser de um não-descendente para cada vinte descendentes por aqui. O que eu desprezo é a maneira como os brasileiros, apenas por terem uma descendência (mesmo que longínqua) japonesa, fecham seu meio social só com outros malucos desse tipo. Espantoso é ver a frequência com a qual os japas só mantem com japas, as relações mais próximas de amizade e afeto amoroso. Isso sim é a mais decepcionate forma de racismo. E um racismo que o pessoal abaixa a cabeça e acha que tá tudo bem. Sou racista por chamar um preto de preto, mas não sou racista se só me relaciono socialmente com não-descendentes por educação?! Mais odioso é ver o bando de otakus que têm sua árvore genealógica a milhões de quilômetros do leste asiático e que, além de abaixar a cabeça a esse racismo, ainda adere. Porra! O pessoal tá negando a própria essência! Menininha-otaku que só fica com japonês?! Vá pra puta que te pariu! A maioria delas vem com o argumento pronto de que gosta da cultura e lalala. Gosta o caralho! Gosta mesmo é dessa modinha que virou o Japão no Brasil. E as culturas das outras centenas de povos espalhados pelo globo?! São desprezíveis os japoneses racistas que só se aproximam de outros japoneses, mas são muito mais nojentos aqueles que sequer tem marquinha do Japão e fazem a mesma merda! É repugnante alguém que menospreza a própria natureza para aderir à outra, e alimentar esse racismo veemente.

Sou do tipo que apóia toda manisfestação cultural (desde que tenha alguma coisa de cultura de verdade). Acharia foda eventos como esse, mas eles não passam de baboseira disfarçada de cultura. A falta de incentivo para que melhorem esses eventos é culpa exclusiva do público sem o menor raciocínio crítico. Um puta país com uma puta cultura está putamente mal-aproveitado aqui, onde tem japonês brotando do solo.
Ja disse em outro post, e vou reclamar disso de novo: CHEGA DE TAIKO! Ta ok, faz parte da cultura e blablabla. Mas só isso?! Até uma samambaia consegue tocar taiko, e eles se aproveitam desse fato para enfiarem duzentos zé-ninguém tocando esse instrumento de percussão e jogarem um playback de frame rate duvidoso com instrumentos que necessitam de mais neurônios para serem tocados, como os eruditas culturais japoneses, shukuhashi, shamisen e koto. Até hoje não vi NENHUM maldito que toque um instrumento tecnicamente difícil nesse Sansey. No Kinka, teve uma apresentação com dança e taiko, onde colocaram tocadores de taiko (taikokas?!) em cima e embaixo do palco. Resultado: um som extraordinário e esplendoroso. Entretanto, para acompanhar a frequência sonora emitida pela grande quantidade de bumbos, aumentaram em equivalência o playback que rangia um violino. Som digital de um ou dois violinos (instumento de cordas friccionadas, com timbre naturalmente agudo) contra o som real de uns vinte taikos (percussão, isso basta). Ah! Era ensurdecedor! Onde será que está o problema desse pessoal? Faltaram as aulas de física, de música ou de bom-senso?!


Fiquei misteriosamente pensando durante o evento: tem alguém que sabe REALMENTE no que se baseia a música dentro do Sansey? É fato que ninguém exige nada de ninguém lá dentro. Distribuo balas de hortelã para toda a comunidade japonesa se algum dos moleques que se apresentaram fez um ano sequer de aula de canto. A berreira dos japas boy-band era incrivelmente amarga. Não conseguiam equilibrar a respiração com a voz, por estarem se mexendo muito. Claro! Se a pessoa não aprendeu o mínimo da técnica de respiração numa aula de canto, NÃO VAI CANTAR BEM, muito menos em movimento. Não canso de dizer que a voz é o instrumento mais difícil de se dominar. A maioria das pessoas se enganam achando que basta saber falar para se saber cantar. Alia-se ao queridismo que devem passar esse monte de japoneses ao receberem inúmeros elogios falsos de gente idiota que acha que está fazendo bem ao dizer que aqueles infelizes cantam alguma merda. Certeza que se enchem de um orgulho sem mérito porque o que não vai faltar é gente pra dizer que cantam bem e puxar o saco dos japinhas bonitinhos. Parem de ser idiotas, todos vocês! O que é ruim, tem que ser bom! Se não quiserem melhorar, pelo menos aceitem que está ruim e não continuem com essa merda toda. O problema-mor é que está tudo uma merda e ninguém tem a coragem de dizer, fica esse chove-e-não-molha onde a pagação de pau, cria uma geração de medíocres que se convencem que são bons.

Talvez isso tudo gire em torno da observação que minha amiga fez enquanto comíamos: "se não forem eles, quem é que vai fazer?" Bom, eu desacredito que gire em torno disso, mas entendo que diminuiria radicalmente o número de pessoas no Sansey, caso aquilo fosse uma coisa séria. Botem um músico para ensinar técnica vocal para essa molecada, e um músico rígido! Chega de achar que ta tudo bem, invistam! Achem um indivíduo que entenda de coreografia; um sonoplasta; um erudita japonês! Aí sim, mais da metade dos zé-ninguém que só sabem bater no tambor e berrar ondas sonoras disformes, sairão de lá e darão espaço àqueles que querem alavancar a coisa, que querem um nível para aquilo. Quantidade não é qualidade!

Não é mais válido o argumento de que eu só reclamo. Até mesmo o apresentador do Kinka disse esse ano: "Não precisa saber cantar para entrar no Sansey". Jogam porcaria na minha cara, deixam isso claro e eu olho para o lado e vejo que tem gente se derretendo com toda essa mediocridade. Deplorável.
Enquanto continuarmos engolindo a merda que jogam nas nossas gargantas, será merda que continuarão a jogar.

domingo, 30 de novembro de 2008

Mônica em mangá

Dê uma olhadinha rápida na banca mais próxima de sua casa e vai encontrar a nova e surpreendente transformação da turma do Limoeiro: Turma da Mônica versão mangá. Para você que não entende bosta nenhuma, deixo claro: isso não é mangá! Mangá não é simplesmente a tradução japonesa de "quadrinhos", assim como Maurício de Souza deixa parecer nas primeiras páginas do volume zero de sua nova porcaria. Os mangás são criados em preto-e-branco (ou escala de cinza) com intenções, não simplesmente por economia de dinheiro ou preguiça de pintar, pois o japonês pode ser bizarro e o diabo a quatro, mas preguiçoso não é. A idéia de movimentação rápida, câmeras bem distribuídas e personagens super-expressivos são pioneiras do mangá, lá da época do Osamu Tesuka. Tudo isso, aliado a quadros monocromáticos, dificultam a compreensão rápida da cena, forçando os menos acostumados a ficarem muito tempo numa única cena para compreendê-la. E esse é o grande lance do preto-e-branco, te fazer raciocinar! Há certos mangakás (desenhistas de mangá) que abusam dos traços de movimentação e fazem com que até os leitores mais avançados se percam esporadicamente, assim como eu ficava constantemente boiando em algumas cenas do, recentemente findado na edição brasileira, Angel Sanctuary, da autora Kaori Yuki.
Todos esses elementos do mangá, NÃO são encontrados nessa nova Mônica. Continua o mesmo gibi com imagens chapadas, sem aspecto de movimentação, como fotogramas, mas, dessa vez, em preto-e-branco. Da maneira que funciona a cabeça do Maurício de Souza, imagens paradas e socadas umas na frente das outras como stop-motion. Mudaram o traço? Quase nada. A Mônica é o que todos já esperavam de sua imagem crescida, uma vez tendo lido a Tina. Jogaram os olhos "mangá-like" que qualquer aspirante a desenhista de mangá sabe fazer, inclusive aqueles que fazem cursos na K2, achando que serão grandes quadrinistas, e, mesmo assim, ele não teve a coragem de esticar direito aqueles olhos à nivel de quadrinho japonês mesmo, que é bem exagerado.
Basicamente, o Maurício está fazendo uma adaptação técnica do "seu estilo" para o mangá. As aspas se devem ao fato de que, caso não saibam, o titio Maurício não desenha merda nenhuma. O que ele desenha são aqueles personagens puxados e bizonhamente retorcidos de mil novecentos e sessenta/setenta e tantos. Os méritos da turma atual são do Aluir Amâncio, o desenhista que deixou a Mônica fofinha.

Além de tudo, ele ajuda na estereotipação do japonês e seu país, socando o gibi de apetrechos eletrônicos como se o Japão fosse um paraíso hi-tech e nada mais. Provavelmente, ele seja assim mesmo na mente pequena desse espírita ambicioso e sem nenhum senso de mercado que é Maurício de Souza. Exemplificando seu fracasso de planejamento, ele vendeu 45.000 exemplares na Bienal do Livro e precisou ser feita uma nova tiragem para as bancas. Isso é extraordinário, o cara faturou uma grana preta (multiplique o total pelo preço unitário e subtraia uns 30% da editora), mas nas bancas, o negócio tá indo bem devagar. Falta de planejamento! A mesma lorota do ordinário do Cassaro que parou com o quadrinho do Holy Avenger e especulou uma animação que não saiu de uns míseros testes porcos que ainda devem rolar pelo YouTube. Na banca, a concorrência é forte. Acabou a novidade e se está ao lado de gigantes da molecada trouxa como o Naruto. Sem contar os otakus-burros que compram Naruto porque são otakus-burros, vamos falar da molecada nova. Essa molecada que assiste Naruto no Cartoon Network e na TV aberta. É um público tão grande, ou talvez maior, do que os otakus que esquecerem de amadurecer e continuam lendo Naruto, Sakura e Mônica e vão a eventos de anime para mostrarem livremente toda o seu atraso mental, travestidos de cosplays.
Deixando minha raiva de otakus de lado, voltemos à imparcialidade. O fato é que Naruto passa na TV. É sabido que a animação eleva o mangá e vice-versa. A falta de planejamento do Maurício e sua equipe fizeram com que a animação da Mônica em mangá só saia ano que vem. A coisa mal ta pronta! Ano que vem sai esse lixo e todo mundo já se esqueceu. E a molecada continuará lendo e vendo seu Narutinho.
Outra putaria que deveria ser frisada é a farsa do mascote da imigração. Imagine a quantidade de desenhistas-amadores que mandaram seus mascotes para o concurso, acreditando na oportunidade, alimentando um sonho (bem besta, se tratando do Brasil), para, no final, o vencedor ser ninguém menos que Maurício de Souza. Vá para o diabo! A gurizada sonhando e foram todos sapateados pela corrupção do universo dos quadrinhos nacionais, onde o deus é o Maurício de Souza.


Isso tudo é um paradoxo. Podemos pensar que o Maurício deu um tiro no próprio pé, abrindo espaço para a cultura do mangá. O leitor infantil, agora com o interesse despertado, tem acesso à internet o tempo todo. Dois palitos para caçar títulos muito melhores na internet mas também, como a coisa não tem limite, achar toda a putaria de lolicon e essas merdas insanas que só são engolidas por japoneses problemáticos ou por otakus muito, mas MUITO estúpidos. É interessante essa mistura de culturas, mas vamos trazer do Japão só o que tem de bom, por favor. Já chega de toda merda que acabou escapando pelo buraquinho e veio parar na mente despreparada do brasileiro, criando o otaku-nacional a quem estou submetido a ver em cada evento cultural que vou, talvez ainda acreditando que há um futuro para o quadrinho nacional e para o fã brasileiro de quadrinhos. Não consigo enxergar uma maneira para ampliar o discernimento lógico do leitor nacional. A cada coisa boa que aparece, milhões de coisas ruins vêm juntos e me parece que o brasileiro só consegue absorver as ruins. Já tem até show de Visual Kei no Brasil. Estamos caminhando ao inferno.

Se você é desenhista e está lendo esse post, aproveite a oportunidade que o Maurício abriu na mente dos leitores infantil e infanto-juvenil, e lance seu quadrinho, corra atrás. Mas, pelo amor da sua mãe, tenha idéias! Não copie! Chega de fanzineiro que desenha samurai para os garotos ou a colegial bonitinha para as garotas. Chega dessa merda! Viva a realidade de seu país, seu inútil.

Fica a dica.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Ilhado pela incompetência

Semana passada, o Mercado Livre suspendeu meu cadastro e me enviou um email explicativo dizendo o seguinte:

Olá IN.GAME

Seu cadastro foi cancelado e automaticamente todas as suas negociações ativas foram canceladas.

Atenciosamente,

MercadoLivre.

Eu tinha acabado de acordar e não tava entendo o motivo de tantas mensagens na minha caixa de entrada até ler esse email. Tratavam-se de emails do cancelamento de cada produto que eu tinha anunciado, alguns de clientes que solicitaram devolução do dinheiro e outros emails diretos de clintes pedindo satisfações. O que acontece é que essa digníssima instituição chamada Mercado Livre, se ve no direito de suspender cadastros a torto e à direita sem ao menos ponderar os gastos de um vendedor. Enviaram um email para cada cliente com negociação aberta comigo com a sugestão de não prosseguir com a negociação comigo pois meu cadastro estava sob investigação. Pronto! Um simples email deturpa uma imagem. Dois palitos para metade dos clientes solicitarem o dinheiro de volta, o dinheiro retido no Mercado Pago. Ok, eu posso recusar a solicitação e teremos mais um prazo para entramos de acordo, e tenho certeza que o comprador entenderá pois já enviei vários produtos que estão para chegar. Errado! Sem acesso à minha conta, não posso recusar a solicitação de retirada de dinheiro dos compradores. Após um certo prazo, usa-se da idéia do "quem cala, consente" e o dinheiro volta ao comprador. Não entendeu nada porque você nunca vendeu ou comprou pelo Mercado Livre? Bem resumidamente, o Mercado Livre cortou minha conta sem motivos e está deixando com que vários dos meus clientes levem produtos sem pagar nada. O meu prejuízo está beirando os mil reais brutos. Mil reais porque não contei as negociações que aguardavam recepção, isso daria mais uns três mil reais. E, ainda, a imagem suja que o Mercado Livre pintou de mim, renderá um prejuízo incalculável.

Essa instituição que muda constantemente o endereço físico e telefone para não serem achados por ninguém, ficou mais de uma semana com o site 'travado'. Após isso, como compensação ao imenso prejuízo causado a milhares de vendedores, deram três míseros dias de anúncio grátis como se isso cobrisse 1/10 da merda que fizeram. Agora, se sentem capazes de suspender o cadastro de um usuário em dia com os pagamentos e normas sem, ao menos, dar uma explicação. Mandei um email aos vagabundos e eles me deram o prazo de três dias úteis para resposta. Espero que a resposta também seja útil. Mas, enquanto isso, o tempo passa e os meus prazos acabam. Quanto mais tempo passa, maior meu prejuízo. Caso eu não recupere cada centavo perdido nessa brincadeira de gente incompetente, entrarei com uma ação de perdas e danos contra o Mercado Livre. Será possível que tenho que viver rodeado de incompetentes e anti-profissionais?!
Falando nisso, eu que pensei que tinha me livrado do Sesi, estava enganado. Há mais de três meses, quando saí daquela coisa e fui para o Pontual, havia uma certa papelada a ser devidamente acertada. A minha parte já está completa com o Colégio Pontual, entretanto, aguardo o meu histórico escolar do ensino médio, que está em posse da instituição Sesi. Esse documento tinha um prazo de, no máximo, dois meses para ser transferido de colégio para colégio. Mas lá, a coisa não anda, se arrasta. Eu não duvido nada que, naquele colégio onde marcam uma viagem para a praia no dia do vestibular da Federal do Paraná, estejam atrasando o meu lado. Sem esse documento, minhas médias não fecham; meu boletim não sai; minha recuperação fica incalculável e, por fim, não passo de ano. Acabo de saber que passei em primeiro lugar da minha sala na Unifil, logo, ganhei bolsa integral para o curso todo de Ciência da Computação. Caso eu não passe na UEL, obviamente aproveitarei essa oportunidade. Contudo, certamente há alguém que quer bloquear meu progresso ou, então, simplesmente não quer trabalhar, já que isso é praxe de certas pessoas.

Hoje, irei ao Sesi. Perder meu tempo que poderia estar estudando ou trabalhando. Essa é minha vida: além de cuidar das minhas preocupações, tenho que ficar de olho para ver se os outros estão fazendo tudo certinho, pois, eles cagam, e quando cagam, eu que tenho que limpar.

Cresçam.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O infortúnio das escolhas


Já dizia alguém que não me lembro quem: somos vítimas de nossas escolhas. Percebe quanto sofremos por escolhas mal-feitas? Culpamos meio-mundo mas temos que aprender a acostumarmo-nos com nossas escolhas mal-sucedidas. O mundo está cheio de gente oportunista que te levará a uma escolha terrível. Maduro é aquele que consegue passar por isso, dando a volta por cima.
Sou o cara de escolhas miseráveis. Tenho um talento nato para optar pela pior escolha, mesmo que ela seja uma em cem. Se eu contasse metade delas detalhadamente, muitos achariam que sou um mentiroso ou que me passo por coitado. Dentre minhas piores escolhas, estão as relacionadas a rumos letivos. Estudei num colégio bom em Ourinhos, sempre fui o melhor aluno e blablabla (pularei a parte infla-ego). Uma criança nerd que adorava ser chamada de inteligente e se achava o melhor com todas as brincadeirinhas que faziam a respeito de suas notas altas. Como os professores eram deuses para mim, suas palavras eram mais que ordem. Por causa disso, tive minha primeira escolha desastrosa: resolvi fazer ensino médio no colégio técnico, um colégio de Ourinhos que mantinha boa fama por, apesar de ser gratuito, exigir um bom resultado numa prova para ser admitido. Como um vestibular, x candidatos para y vagas.
Passaria dias relatando a imundice daquele colégio e ainda tive o azar de cair bem no ano que os professores fizeram uma greve salarial. Repeti aquele ano por faltas. Não queria passar um ano sem ter aprendido nada. Esse ano foi terrível para mim pois, devido à outras escolhas ruins, desanimei dos estudos. Bem, estou contando demais sobre minha vida e isso não é bem um diário...

Voltando ao foco, uma das minhas últimas escolhas erradas foi o Colégio Sesi. Desesperado em sair da rede pública, optei pelo primeiro barateiro que encontrei. Associei o nome SESI com o mesmo que estudei em Ourinhos, mas o sistema do estado do Paraná é outro e, eu deveria ter previsto isso, os admistradores locais também são outros. O nome não era nada...

Por falta de condições financeiras, cometi o mesmo erro do colégio técnico de Ourinhos. Atrasei quase dois anos da minha vida letiva num pandemônio inenarrável. Atualmente, o Colégio Sesi não aderiu à uma chance que a Unifil ofereceu a todos os colégios de ensino médio de Londrina. Oportunidades de bolsas integrais e parciais para os melhores alunos de cada colégio! A Unifil, apesar do preconceito em relação às instituições privadas de ensino superior, tem alto conceito e é, sem dúvida, uma boa universidade. Mas não aderiu por quê? Aparentemente, coincidiu com a data de uma viagem para a praia. Basicamente, trocaram uma oportunidade rara de estudo firme por areia e sal (e um pouco de putaria, quem sabe?!...). Eu sei que prometi a mim mesmo que subiria, de joelhos, as escadas rolantes que descem do Shopping Royal Plaza, caso alguém da minha ex-sala, passe em algum curso da UEL que seja mais concorrido que 20 por 1. Sim, exemplifiquei toda a minha descrença. Mas um colégio não deveria pensar assim. Se são descrentes em relação aos alunos, deveriam se esforçar para melhorarem a situação. Entretanto, por certo, isso não passa na cabeça de muitos dalí. Me lembro como muitos se gabavam dos seus títulos de mestrado e sei lá mais que diabo, mas tenho certeza que se montassem suas próprias instituições, não saberiam organizar nem mesmo os livros em suas estantes. Uma boa parte dos grandes, se rói de raiva de mim mas tentam não demonstrar porque sabem que o ato de ignorar é mais sábio. Mas é apenas fingimento e, por muitas vezes, mal-sucedido.

Insituições como essa, acabam com a esperança no jovem brasileiro. Incompetência, desonestidade, trapaça, vingança, birra, e inúmeros outros adjetivos que não deveriam fazer parte de um corpo docente e administrativo. Sinto que alguém deveria mudar toda essa lambança, mas me acho um palhaço em esperar que caia do céu. Posso ter armas letais um dia, mas hoje, infelizmente, sou inofensivo. O que está nas minhas mãos, estou fazendo: estudar.

Estaria confiante de passar na UEL ou em outro vestibular, mesmo de exatas, se eu tivesse simplesmente escolhido o Pontual no lugar do Sesi, daquela vez... Tento aproveitar o máximo da união de incríveis professores que tenho atualmente, mas é claro que entrei no caminho certo um tanto quanto atrasado. Só que não importa! É hora de mostrar a minha maturidade, já que eu divulgo que tenho. Hora de parar de culpar aos outros, assumir meus erros e lutar, mesmo que sozinho, contra toda a sujeira da educação nesse país.


Aí vem UEl.
Sinto muito em ter que carecer de um "boa sorte".


Abraço a todos.

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Atrasa Londrina

Mesmo com tanto trabalho e tão pouco tempo para a diversão; depois de um cansativo dia de aula, tempo perdido atrás de cliente caloteiro e atrás dos Correios que atrasam meus pacotes, resolvi postar no dia de hoje.

Apesar das acusações pelos crimes de superfaturamento de obras públicas, compra de votos, desvio de dinheiro público, promoção pessoal com dinheiro público, fabricação de licitações fraudulentas, peculato, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, o candidato Antonio Casemiro Belinati, vai para o segundo turno com arrebatadores 36% dos votos válidos, contra os humildes 23% do adversário, em segundo lugar, Luiz Carlos Hauly.
O demônio populista que defasa os cofres da prefeitura quando no poder, continua vigoroso, protegido pelas costas-quentes de um eleitorado imbecil. Guiados pela estratégia usada por Getúlio Vargas, o povo londrinense mostra seu atraso intelecto-político de mais de 60 anos. Alguns são tapados o suficiente para cair na história do "homem-do-povo"; outros (esses no extremo da burrice) seguem a idéia do "rouba mas faz". Qual seria mais absurdo? Vamos analisar um pouco da história de Antonio Belinati como prefeito da cidade de Londrina.

Primeiro mandato (1977 ~ 1982)
Graças à ignorância londrinense, em 1976, Belinati consegue, com discurso populista, seu primeiro mandato como prefeito na cidade de Londrina. Em sua gestão, criou o calçadão, o "Cinco Conjuntos", concluiu a Via Expressa da antiga administração e investiu em educação e saúde. Entretanto, escancarou os cofres e foi acusado de desvio de verbas de obras como o Terminal Rodoviário de Londrina e as milhares de casas populares da Zona Norte. Renunciou o cargo para participar das eleições da Assembléia do Paraná e deixou seu sucessor, Wilson Rodrigues Moreira, com uma dívida de 110 MILHÕES DE DÓLARES, que conseguiu ser diminuída para 28 milhões.

Segundo mandato (1989 ~ 1992)
Marcado pelas melhorias na área da saúde, Belinati criou 40 novos postos, entre esses, uma creche na área central, um centro de atendimento médico 24 horas e uma maternidade de assistência gratuita. Doou terras às pessoas carentes e realizou construções como o Autódromo Internacional de Londrina. Foi acusado de ajudar vereadores a comprarem votos através da isenção de carnês do IPTU. Novamente, deixou a prefeitura endividada.

Terceiro mandato (1997 ~ 2000)
No mais estrondoso de seus mandatos, Belinati trouxe algumas indústrias para Londrina, como a Caninha Oncinha; criou a "Secretaria Municipal do Idoso" e o "Pronto Atendimento Infantil". Foi responsável por sujar o nome de Londrina em rede nacional com seu inocente desvio de 123 MILHÕES DE REAIS.
Em 2000, é afastado do cargo. Foi preso duas vezes e chegou a ficar 10 dias na cadeia.
Foi considerado chefe de quadrilha e responsável pelo roubo de 200 MILHÕES DE REAIS dos cofres públicos.
Belinati virou notícia nacional e internacional e ganhou um pomposo lugar entre os 20 políticos mais corruptos da história do Brasil.

Diretamente ou não, qualquer londrinense sabe que o Tio Bila não é flor que se cheire. Mas ainda votam nele por essa postura popular que ele forja. Mas de humilde, ele não tem nada, nem a cara. Dono de quase metade da cidade, tenho certeza que o lanchinho dele não é pão-com-mortadela.
Então, teoricamente, ele é um homem-do-povo não por ser parte do povo, mas por se preocupar com o povo?! Que tipo de preocupação consiste em projetos faraônicos, desprezo a investimentos de longo prazo e roubo dinheiro público?! Seu homem do povo te dá um barraco que cai com chuva-de-granizo e, em troca, só pede um iate, uma chácara, um apartamento... Que generoso!

Já passou da hora desses indivíduos terem vergonha na cara e pararem de pensar nos próprios focinhos. Rouba mas faz? Os outros fariam ainda mais se não tivessem que pagar as dívidas que o sujeito deixou.
Dentre todos os candidatos, o melhor era o Cheida. Mas, infelizmente, sua campanha não foi muito rica e ele acabou ficando atrás do Barbosa (ui).
Entre comer pão-velho e merda, é melhor o pão-velho, logo, espero que o Hauly leve essa, mesmo discordando inteiramente do sujeito.

Mas vejamos pelo lado bom, poderia ser pior! Poderia dar Belinati e Barbosa! Ou então Belinati e André! *coloque sua divindade aqui* nos livre! Isso ia ser muito pior do que já está. MUITO!
Ao menos, o bêbado agressor do Vedoato não foi reeleito. E nem foram eleitos certos professores pseudo-moralistas com cara de bicha. Quanto aos vereadores, estou parcialmente confiante. Veremos se o londrinense não vai ser burro de votar 11 outra vez.

Fique com um notório vídeo para reflexão:




terça-feira, 9 de setembro de 2008

Comentando a VEJA #1 - "Eles são diferentes. E adoram disso"

A vontade de escrever é quase tão grande quanto a carência de assuntos pelos quais me interesso. Ultimamente, uma das minhas únicas fontes de informação tem sido a Revista Veja. É... a polêmica Veja. Aquela pela qual é complicado encontrar quem opine racionalmente. Uns amam, outros odeiam... Julgamentos banais! Um dia farei um post sobre minha opinião sobre a revista e sobre os opinadores da revista.
Hoje, inauguro esta nova seção: Comentando a VEJA. Tcha-ram!! Nada mais é do que alguns comentários sobre matérias dos números atuais da revista. Pretendo aumentar meu campo de leitura (me falta tempo) e fazer seções com a INFO, Super Interessante, etc..
Bem, vamos ao post.

ADVERTÊNCIA: O conteúdo abaixo é de temática religiosa. Se você é religoso e, por conseqüência, não tem capacidade de enxergar a realidade e se ofende com qualquer blasfêmia, vá visitar um outro site ao seu nível.

Revista VEJA, edição 2077 - ano 41- nº 36. Páginas 134 à138.
Durante uma aula dupla de filosofia sobre a Arte em Platão e em Aristóteles, resolvo abrir minha Veja da semana afim de uma leitura produtiva, uma vez que o conteúdo da discplina já me é sabido. Abri na parte de religião e me deparei com uma foto bizarra. Rapazes alegres dançando estranhamente numa danceteria sob o título "Eles são diferentes. E adoram isso". Logo que comecei a ler, senti a presença de alguém nas minhas costas. Era a Laís. Indagou: "Você é gay?". Estranhei e tentei assimilar a situação. Não consegui e respondi: "Não! Por quê??". Ela replicou: "Sei lá, te vejo lendo uma matéria com uma foto cheia de gays e escrito que são diferentes e adoram isso...". Ri. Não sei se eram gays, por mais que parecessem, entretanto, a matéria se tratava da nova moda jovem evangélica.
Sou ateu. Talvez eu acredite que exista alguma força cósmica que deu origem ao universo. Mas, como costumo dizer, não sei quem é deus, mas sei bem que ele não é. Não posso dizer que não acredito porém respeito todas as religiões, como é praxe dos aspirantes a ateus. Eu não acredito e desprezo qualquer forma de religião existente. Elas influenciam diretamente e de forma negativa sobre minha vida. Não há motivo para respeito.
Se você é teísta praticante e insistiu em contrariar minha advertência, sei exatamente o que pensou sobre meu comentário acima. Sugiro que pare a leitura imediatamente e vá ler a bíblia.

Religião é desculpa para crimes, abrigo aos fracos. Fé e milagre são outros nomes para efeito placebo. Você acredita tanto que convence a sua mente daquilo. Se chegar num ponto extremo, poderá ter visões, sentir coisas e até falar em outras línguas. Alcançará pontos escondidos no cantinho do seu subconsciente. Isso é perfeitamente explicado por praticantes do hipnotismo e entendedores do funcionamento do cérebro humano. Não há nada de milagroso. Recomendaria alguns livros mas sei que não iria ler.
Na revista, fica claro como religião vira fuga àqueles que não têm mais nenhuma esperança, aos fudidos que só podem satisfazer o próprio ego de uma maneira: criando um falso espírito bondoso. Ex-traficantes, ex-assassinos, ex-viciados, ex-prostitutas, ex-diretoras-de-colégio-fracassadas e etc, procuram saída para sua derrota, procuram uma maneira para serem felizes. O ser humano é um bicho desgraçado de burro, parece que sempre espera uma regra a ser seguida. "A Religião é boa!", "Só Deus é o caminho". Quanta fraqueza estúpida.
Para puxar as rédeas dos fracassados, existem os oportunistas, os Edir Macedo da vida. Há muito, a religião passou de um mito para uma boa intenção, depois uma maneira de dominar o mundo e, hoje, se dividiu em ramos comerciais. Dentro do cristianismo, a igreja católica ainda me parece firme com seu ideal de dominar o mundo. Tudo se espera desse povo idiota, uma vez que não abandonaram esta merda mesmo cientes de toda crueldade aplicada e patrocinada pelos antigos padres a papas. Já dentro do cristianismo protestante, o dinheiro manda. Se aproveitar da fraqueza mental dos cidadãos é um golpe baixíssimo. O marketing usa seus truques em propagandas de refrigerantes, lanchonetes, roupas, eletrônicos e tudo que se existe e se venda. Na religião, não é diferente, entretanto, é muito mais baixo apelar para essa lacuna na vida humana sobre quem manda no mundo. É desprezível quem se aproveita da burrice alheia para tirar seus trocados. É fácil! O nome já existe, há um livro com uma história mal-contada, cheio de atrocidades das quais ninguém se presta a questionar. Arrume um capital e monte sua igreja com um nome qualquer. QUALQUER MESMO! Pode ser até Branca de Neve.

Jovens têm homônios em alta. Hormônios pedem sexo, diversão e riscos. Mas os jovens são idiotas, não conseguem controlar a bebedeira, a fumadeira e a trepadeira. Deus é a solução! Agora aliam a moda das discotecas e músicas barulhentas à ideologia protestante. Festa sem alcool, namoro sem sexo. O pessoal é privado dos seus instintos mais naturais em nome de uma baboseira divina que não trará retorno algum. Incrível é como alguns conseguem se sentir livres com isso. Lendo a matéria, achei depoimentos de pessoas que pretendem fazer sexo só após o casamento. Oh god! O sexo foi adorado e relacionado com os antigos deuses por milhões de anos. A Igreja Católica chegou com toda sua prepotência e transformou elementos pagãos como a glória ao sexo em atributos do demônio e do pecado. Se sexo não fosse necessário pra reprodução, provavelmente, proibiriam de vez. Esse legado de burrice que o catolicismo começou, se perdura até os dias de hoje, inclusive nos cultos protestantes.
Admiro algumas estratégias de marketing como famosas da Coca-Cola, Nintendo e Mc Donalds. Não há diferença nessa das neo-pentecostais. Tiram tudo o que pode fazer o jovem sair do rumo normal. Bebidas, drogas e sexo. Isso tudo mexe com seu cérebro de uma maneira maluca, você sai de si. Quem nunca atravessou quase uma cidade toda ou matou um compromisso importante por uma 'rapidinha'?! Ou, então, vendeu itens importantes na busca do sustento de algum vício?! Coisas como essas, tiram o jovem do trilho. Basta jogar muito barulho, festas, uma azaração moderada, jogos, modismos e coisas saudáveis que todo jovem gosta, tomando cuidado apenas com o que pode por em risco que ele enxergue a realidade. Até a opressão cruel já existe. Andam 'na linha' com medo do lago de chamas, do bode, do demônio, do deserto de enxofre.
Se você não percebe o quão manipuladora é a religião. Meus parabéns! Sua fé te transformou num idiota.
Pobres jovens... bem eles que seriam o futuro da nação...
Ignorância não é uma bênção! Acorde pra vida! Não há quem te castigue por seus atos a não ser teus próprios pensamentos.

Em breve, farei um post imenso sobre a farsa do cristianismo.



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Now playing: The Rubettes - Sugar Baby Love

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Dezenove anos

Dezenove anos! Oh! É muita coisa! A vida me passou tão rápido. Quando eu tinha uns catorze anos, me imaginava com dezenove barbudo, fortão e com uma moto. Barbudo eu consigo ficar; fortão me falta academia e carboidratos; moto me falta muita grana.
Estou meio anestesiado. No momento, brindo sozinho meu aniversário com uma Heineken de 355ml. Estava há tanto tempo sem beber alcool que uma única garrafa já me deixou sonolento. Sinto o peso da velhice. Talvez por tanto enfiarem em nossas cabeças que quando completamos dezoito anos, temos que ser responsáveis e etc, que acabamos nos convencendo disso. Ano passado, passei por um complexo de idade. Hoje, estou com algo parecido. Me sinto bem mais cansado do que deveria, mais responsável do que deveria. Me sinto no direito de falar algo como "no meu tempo, as coisas eram diferentes...".

Nunca dei muita importância para esse negócio de 'parabéns' ou 'feliz aniversário'. Acho a parabenização um tanto quanto sem sentido, uma vez que não sou digno de mérito nenhum somente por estar mais um ano vivo. Tudo faz parte de uma tradição sem graça, poucas pessoas realmente me desejam tudo de bom e pouquíssimas se mobilizariam se não fosse o alerta do orkut.
Eu com meus pensamentos conservadores, às vezes me sinto como se estivesse sendo deixado de lado, deixado para trás. Pessoas que antes me tratavam com o carinho de um amigo, hoje me tratam com a formalidade de um desconhecido ou um tio, talvez. Recebi um SMS que me deixou, particularmente, constrangido. Tive que parar e pensar por alguns segundos. Alguém que me tratara tão intimamente há cerca de um ano, me trata agora como um velho sem importância.
Algumas pequenas atitudes indiferentes me fazem pensar o quanto a idade física importa. Parece que vou ter que passar por um ciclo de mudança social novamente. Não porque eu queira, mas porque a situação está forçando.

Convido todos à minha festa no dia 20. Mais informações, me pergunte.