sábado, 9 de fevereiro de 2008

Exibicionismo leva rapazes à jaula

Música do dia: Elvenking - Pagan Purity


Londrina anda perigosa. Na noite de quinta-feira (7), um engenheiro parou seu carro no semáforo do centro da cidade e foi surpreendido por dois meliantes, um de dezenove e outro de vinte anos de idade. Os assaltantes o conduziram, com seu próprio carro, até um matagal na periferia da cidade e o abandonaram por lá, após ter pedido ao mesmo que tirasse a camiseta.
“Eles pediram para que eu tirasse a camiseta e saísse do veículo. Nesta hora achei que eles iriam me executar”, disse o engenheiro.

Após roubarem o carro e, conseqüentemente, os pertences dentro do veículo, se dirigiram a um motel com a intenção de, segundo a pólícia, esconder o carro para saírem do cerco da investigação policial. Por lá, ficaram cerca de duas horas, comemorando o assalto. No meio da alegria e do alcool, resolveram usar o celular da vítima para tirarem uma foto comemorativa sobre o sucesso. Nas fotos, aparecem com armas e garrafas de cerveja.

Acontece que acabaram se divertindo além da conta e quando saíram do motel, com o carro, acabaram batendo num poste e esquecendo o celular ao lado do carro. Após a Polícia Militar encontrar o veículo, localizou o dono que, posteriormente, assustou-se ao ver as fotos em seu celular.
“Imprimi as fotos e entreguei para a polícia. A partir daí, foi fácil capturá-los”. Com as fotos em mãos, a polícia fez buscas na região e prendeu os assaltantes em uma favela da cidade.

Fonte: G1



E este é o naipe do assaltante londrinense. Depois do cidadão que roubou notebooks de uma loja e foi preso em flagrante tentando vendê-los na mesma loja, acontece isso.
Não sei se pra vocês, mas pra mim cheira estranho que dois caras peçam pra vítima tirar a camiseta e em seguida comemorem a sós a vitória por duas horas e em um motel. Huum, provavelmente os rapazes colocariam a foto no próximo post de seus fotologs... Que pena.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Sabedoria popular



Roubada discretamente do blog do Zé Roberto, visitem (http://pastocoletivo.blogspot.com/)

Thor, the server

Música do dia: Manowar - Thor


LevelUp! Games, a empresa de games mais sem-vergonha que conheço, começou no Brasil com Ragnarök Online, e se voltava completamente para seu único jogo licensiado aqui. Muitos meses se passaram de Ragnarok gratuito até que eles resolveram cobrar pelo game, o que obrigou os antigos viciados a pagarem pelo game e os viciados pobres a montarem ou jogarem nos famosos 'servers privates', nome bonito para os servidores piratões, maioria feito por makers, comandados por adolescentes geeks ou semi-geeks que sequer sabiam limpar o bumbum. Paguei o bRO (Brasil Ragnarok Online, nome oficial do Ragnarok distribuido pela LevelUp!) por muito tempo, mas, então, migrei para privates, como a maioria. Num server onde os que fariam o papel de game designer, são meros babacas, é de se esperar um desequiíibrio. Acontece que em alguns servers, tal equilíbrio era bom e as facilidades apresentadas, nos faziam gostar mais deles do que do oficial.

A LevelUp! daqui ficou rica e hoje é dona da distribuição lícita de treze games
importantes no Brasil. Com seu império em ameaça, visto que sobrara poucos pagantes do seu primogênito, resolveu usar o golpe de marketing mais "pesca-brasileiro" que conheço: o golpe do 'grátis'.Pois brasileiro tem uma queda pela palavra "grátis" e suas derivações. Compram um carro porque ele vem com um chaveiro de prata grátis; assinam uma revista porque os seis primeiros meses são gratuitos, e assim vai. Muitas vezes esquecem de analisar o próprio produto e ficam iludidos com a falsa vantagem.

Thor, o novo servidor gratuito deRagnarok, é um servidor enganador. Tiraram
itens importantes para sobrevivência básica de qualquer jogador iniciante, tiraram algumas skills e cartas, mudaram monstros de mapa, ignoram o suporte do servidor gratuito, deixam o jogador ao relento com um database que só serve de guia para jogadores pagantes e ainda maqueiam suas desvantagens com desculpas como "modificado para se ajustar ao servidor" e nos lembrando hipnóticamente a todo instante que o rate de experiência é mais elevado que o Odin, servidor pago, como se isso também não fosse um dos motivos que tiram a graça do game. E tudo isso para quê? Para os usuários comprarem ROPs, o equivalente ao 'cash' do jogo. 5000 ROPs por R$ 9,90. E com ROPs, lá se vai toda a honra do game. Não existem mais quests de equipamentos, pois todos os equipamentos famosos que deixavam um jogador de moral alta por ter conseguido ou mesmo comprado por alguns milhões, estão a venda por dinheiro comum, pela troca de cédulas reais por pontos. Além disso, não existe mais aquela emoção ao 'dropar' carta famosa de um monstro, nada daquela emoção pela sorte de cair um item que tem 0,01% de chance de aparecer. Agora você compra qualquer carta por ROPs, e por poucos ROPs. E o equilíbrio do bRO está se igualando ao daqueles servers de rate elevado onde você matava um Poring e passava 27 níveis. A diferença é que só fica 'fodão' aquele que paga mais, não aquele que se esforça mais, aquele que jogou mais e fez a melhor build. Substituiram itens importantes comprados por zeny ( dinheiro do game), por itens criados pela própria empresa e que valem dinheiro real, muito parecido com aqueles status VIP que se conseguia em servers privates por ter feito uma "donation" em dinheiro aos Game Masters. E a fantasia medieval roleplaying se perde no meio de um mundo comercial onde vence quem tem mais dinheiro. Um MMORPG baseado em mitologia nórdica que funciona com o sistema capitalista do mundo atual. Acabou a fantasia! Até nos games, quem manda é a nota, o dinheiro, verdinhas.
Puta palhaçada! Não é porque a idade média de jogadores de Ragnarok seja 14 anos, que significa que não existam 'hardcores' como eu, que ainda jogam pelo espírito do jogo e da fantasia medieval.
LevelUp!, aprenda com as grandes que o mundo de games não funciona assim. Sua honra está manchada.

Juno

Música do dia: After Forever - Digital Deceit

Juno, um filme que não me chamou nem um pouco a atenção pelo poster, mas me deixou curioso após ler a crítica e saber que concorria Oscar de melhor filme.
História fraca e comum, coisa que viraria um cocô qualquer como Harry Potter, caso na mão de inábeis. Mas, por
incrível que pareça, um filme cuja a história é o cotidiano de uma adolescente que engravidou erroneamente, me interessou.
Uma comédia alternativa com algumas piadas inteligentes e algumas inúteis, o filme evolui conforme avança e é pena que a tradução faça perder algumas piadinhas que me fizeram rir por ter ouvido, não lido. Mas é algo compreensível, uma vez que algumas fa
las ficariam sem-graça escritas e dado o nível de conhecimento geral brasileiro, algumas ficariam com o humor tão restrito a poucos quanto ficou apenas pra quem entende inglês.
A gravidez acontece quando Juno, a protag
onista, e seu amigo esquisitão estão entendiados em casa e resolvem fazer sexo (ótima alternativa ao tédio, de fato). Conta à sua melhor amiga e, em seguida, aos pais, que têm uma reação cômica. Logo, a notícia é espalhada pelo colégio e a garota opta por uma clínica de aborto, a partir daí, o filme cresce e tanto o enredo fica melhor, com um desenvolvimento imprevisível quanto as piadas se tornam mais intelectuais.
Quanto à trilha sonora, não é do tipo que eu teria em casa para ouvir, mas combina perfeitamente com o clima alternativo/surreal do filme, dá um clima legal ao mesmo.
O ponto alto do filme, é o desenrolar imprevisível dos fatos. A história em si nos faz pensar que o filme trará a velha lição-de-moral ao final e a aparição de alguns personagens nos faz suspeitar de coisas que sequer acontecem, dando ao filme um toque de realidade para substituir as velhas pseudo-surpresas que viraram clichês chatos.

O mais curioso,
é que a autora do filme, Brooke Busey, é uma ex-stripper que também trabalhava fazendo sexo por telefone. Curioso porque tendo uma autora com esse passado, imagina-se um filme clichê e com seu tom picante e vulgar, algo oposto à comédia Juno. Também conhecida pelo pseudônimo de Diablo Cody, Brooke se formou em publicidade e trabalhou na área até se cansar da monotonia cotidiana e ganhar a vida com um velho hobbie.



LOLE quem foi que disse que o Brasil não tem futuro artístico, seja ele em cinema ou literatura? Pois por aqui também temos nossa puta autora (ou seria uma autora puta?). Bruna Surfistinha, depois do sucesso (...) dos seus dois primeiros livros, "O Doce Veneno do Escorpião" e "O que aprendi com Bruna Surfistinha", está dando de tudo por sua nova obra "Na cama com Bruna Surfistinha"! Um ótimo livro pra você, leitor mente-aberta, livre pra novas experiências literárias. E não pára por aí, os quadrinhos eróticos de Surfistinha estão o maior sucesso entre punheteiros internautas da web.
Meio caminho andado pra Academia Brasileira de Letras, está praticamente com os dois peit...digo, pés por lá.
Sucesso!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Bela Burrice Brasileira

Música do dia: Stratovarius - Coming Home

Classificação do post: 16 anos


Big Brother Brasil. A novelinha da Globo à la Malhação, onde sempre acontecem as mesmas coisas com os mesmo diálogos, mudando apenas os atores. A grande diferença entre as duas, mesmo sendo duas obras fictícias, é que uma é declaradamente uma ficção enquanto a outra é evidentemente mas não declaradamente uma ficção, o que acaba mudando muito, tendo em vista o nível crítico-cultural dos telespectadores brasileiros. Outras diferenças são o horário e o público que, supostamente, servem de desculpas para explicitarem ainda mais as putarias quando próximo ao chamado "horário nobre".
Eu disse "supostamente" porque nossa amiga "Poderosa" consegue o que quer, inclusive classificação livre para os dois espetáculos. Sim, BBB 8, da Globo, tem classificação livre enquanto Bom Dia & Cia, Amigas e Rivais e Câmera Café no SBT, têm "classificação: 10 anos". Enquanto uma garota mostra a bunda após uma suposta urinada (que mais me pareceu se tratar da boa e velha 'siririca') para um público livre; para baixo de 10 anos é proibido ver duelos de Yu-Gi-Oh!. Analise o vídeo abaixo:



Um pouco sobre o Big Brother:
No dia 16 de setembro de 1999, na Holanda, surgiu o reality show, Big Brother. Um programa exibicionista no qual eram escolhidas pessoas comuns para serem vigiadas 24 horas por dia e assistidas pelo canal de televisão "Veronica". O sucesso foi tanto que no ano seguinte já estava sendo transmitido em outros 19 países.

Um pouco sobre o Big Brother Brasil:
Começou no ínicio de 2002 e também foi recorde de audiência. O episódio final, em abril, alcançou uma marca de 59 pontos no ibope.
Hoje, estamos na OITAVA edição da novela. E quem ainda não se conformou com o termo "novela", tente raciocinar caso seus dois neurônios não estejam ocupados pensando em quem será o "líder" dessa semana. Mocinhos e bandidos, feios e bonitos, jogos, bebida e sexo: elementos basilares para qualquer novela da Globo.


A produção do BBB evoluiu com as experiências passadas, e uma das evoluções foi que perceberam que é errado limitar comida e bebida, uma vez que quando o alcool é ilimitado, as chances de acontecerem putarias são altíssimas.
Um fato curioso sobre o BBB é o clichê do verbo "jogar". Como disse Felipe Machado, do Estadão, eles adoram dizer: "fulano está jogando" porque soa inteligente (?). Mas não quero abrir a discussão para o comportamento acéfalo dos personagens, já que tenho convicção que não passa de encenação e eles são uns 90% manipulados em suas falas e o resto é algo parecido com o que chamávamos de "interpretação improvisada" no teatro. Parecido, não igual.
Eu estava espantado com o fato de ser a oitava edição dessa porcaria repetitiva mas quando comparei com Malhação, percebi o quão descuidado foi meu espanto. Malhação é outra porcaria repetitiva que vem se arrastando desde 1995! Contando que os personagens-padrão são reciclados a cada ano, de lá pra cá temos quase treze anos de audiência estável. Se Malhação consegue estar na margem da sua 12ª ou 13ª repetição, qual o problema com o BBB? Afinal, no BBB estão trancados, estão jogando, estão se comendo enquanto as pessoas coçam a bunda na poltrona acreditando fielmente que é tudo expontâneo e real. Se ainda dá certo em um país como a Espanha, onde o nível intelectual dos habitantes é muito superior ao daqui e o "Gran Hermano" encerrou sua nona edição, por que não daria aqui, onde se tem uma massa burra e "encabrestada" na frente da televisão?!


Dentro da minha humilde opinião, acredito que eles realmente escolham pessoas quaisquer desde que tenham algum passado ligado a seus interesses e que correspondam aos estereótipos de seus papéis. Após escolherem, os orientam com a atuação e pagam pelo silêncio sobre a farsa, ou talvez nem paguem diretamente por isso, já que depois da casa, a maioria será destinado a algum programa bocó da Globo, à fotos em outdoors; poderão cobrar cachês imensos pela presença em festas; as garotas bonitas posarão nuas e ganharão um dinheirão e mais fama... entre outras coisinhas mais.
O problema de selecionarem pessoas normais/despreparadas, é o fato que a participação no programa pode deixar em suas mentes. Podem acabar achando que são alguém, que têm nome e que não são só simples vermes atrás de dinheiro em troca de suas próprias burrices. Veja o caso do "Kleber Bambam", primeiro "vencedor" da novela, foi detido neste domingo por desacato às autoridades. O boçal foi parado por fazer uma curva em alta velocidade e tentou intimidar os policiais perguntando se sabiam com quem estavam falando. Oh sim! Eles sabiam! Com um ignorante que representa a grande massa estúpida desse país; com um energúmeno que só tem esse "topete" porque é um emergente incompetente que emergiu sem mérito, um pé-rapado que virou burguês em segundos devido à toda a burrice brasileira. Vale a pena dar uma lida na matéria toda, clicando aqui.
É isso aí, pessoal. Continuem alimentando o bolso desses banais com suas próprias futilidades e fiquem felizes, nervosos, agoniados e curiosos por toda essa grande merda.


Big Brother Brasil: um programa interpretado por prostitutas e fracassados assistido por fracassados mentais.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Uma vida sem CS

Música do dia: Jorge Ben Jor - Rabo Preso

Em uma decisão judicial proferida pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado de Minas Gerais, os jogos Counter Strike e EverQuest, foram definitivamente proibidos no Brasil por serem "impróprios para consumo".

Segundo o Juiz Carlos Alberto Simões de Tomaz, Everquest
“leva o jogador ao total desvirtuamento e conflitos psicológicos pesados” enquanto Counter Strike foi considerado um jogo que “impressiona pelo realismo”.

Não entendi o argumento pro "Tomb Raider 2 Online", ops, digo, EverQuest. O jogo é tão tedioso quanto um "Vale a Pena Ver de Novo" depois do almoço.
- Virtude, do latim virtute, disposição habitual para a prática do bem. (fonte: Priberam)
Então um "desvirtuamento" é a perda dessa disposição. Ou seria também a disposição para a prática do mal? Que terrível! Os nerds de lan house começaram a matar dragões vermelhos na vida real! Eles entrariam em extinção se não fosse essa proibição! Ufa!

Gráficos 3D ultra-modernos de Playstation3? Pff, isso não é nada perto do impressionante realismo passado pela ação de Counter Strike! Os gráficos desse magnífico jogo deixam Killzone 2 no chinelo. Os movimentos são tão reais que é normal confundir com a realidade; desde os pulinhos até os efeitos sonoros que usam a nova tecnologia de som stereo para um maior resultado de terror nos jogadores. É comum ver as pessoas chorando nas lan-houses por isso.

(...)
Puta que pariu! Não tem como levar isso a sério, né? Quem é que ainda joga Counter Strike?? EverQuest?? E em lan-house?! É uma minoria tão...menor, que poderia ser encaixada junto com os que ainda jogam Tibia e os que entram em sites pornôs na lan-house, para ver se esse número chega a 1% dos retardados de lan.
Essa febre de CS já passou há mais de cinco anos, e mesmo naquela época já achávamos os gráficos ridículos.
Os homens da lei ainda enfatizaram o estágio cs_rio onde os traficantes do Rio de Janeiro mantêm sequëstrados três representantes da ONU; sem ao menos saberem que essa fase não faz parte do jogo original e foi criada por um mísero jogador viciado.

Esquecendo o fato de que as pessoas sequer lembram mais desse games, tento enxergar a parte séria da notícia que evidencia o influenciamento dos jovens por coisas violentas. Acontece que o problema não está nos games, e sim, nas pessoas que o jogam. Fracos se influenciam com qualquer porcaria. Brasileiro é um povo naturalmente fraco, que se influencia com o que assiste na Globo, com as novelinhas de merda, com o jornalismo-pra-idiotas e conseguem se achar superiores sobre aqueles que se influenciam com jogos. A prova de que brasileiro é burro (e eu preciso falar disso) é essa OITAVA edição do BBB, um programa estúpido sem cultura alguma que tem como diversão, a vida alheia. Se o cotidiano é divertido, pare de coçar o saco e vá viver! Saia da frente da TV! Imagino que o entretenimento é controlado pela Rede Globo que faz com que tenha sexo e putarias em geral para prender a audiência. Mas..wtf, OITO VEZES SEGUIDAS!! As pessoas estão tão idiotas que veêm OITO VEZES o mesmo lixo e conseguem gostar.
Vão todos pra puta que pariu! BBB é atestado de burrice... e parem de culpar os games pela falta de investimentos na educação do país! No Japão, as pessoas são mais viciadas em jogos eletrônicos e as taxas de mortalidade são estupidamente menores.
Ah! Isso me irrita.

domingo, 30 de dezembro de 2007

Último post do ano

Música do dia: Black Sabbath - Sabbath Bloody Sabbath

Aqui vai um post paradoxal ao meu estilo; um post de fechamento de ano, quase uma retrospectiva.

Nasci e morei até os quinze anos em Ourinhos, interior de São Paulo. Até os treze anos, vivi da mesma maneira: escola, livros, games, algumas festas. Aos catorze, assim que fui para o ensino médio (2004, ano em que faria 15), minha rotina foi levemente alterada. Saí do colégio perfeitinho e particular onde estudei desde a primeira série e conheci a escola pública, o ensino público, os amigos de escola pública. Alguns amigos vieram comigo do velho colégio, estes mesmos que se tornaram mais amigos agora que mais pertos e também tiveram uma mudança de costumes. Claro que essa transição dos catorze para os quinze é uma idadeizinha difícil e as coisas mudam de qualquer maneira, mas não foi só comigo, as coisas mudavam à minha volta.
Em 2004, comecei a freqüentar mais festas, aquelas boates que eram monopólio do entretenimento ourinhense; comecei a beber e tomar gosto pela vida mundana. Época onde meu lado "nerd" entrava em constante conflito com meu lado "revoltadinho". Tive um site de fotos, um desses que fotografam em festas e, com ele, amigos que faziam o papel de sócios, ou sócios que faziam papel de amigos. Eu era bobo para perceber o quanto era bobo e inconveniente e a grande maioria das pessoas que pareciam próximas, eram apenas por interesse. Fiquei consideravelmente popular e com isso me apareceram ainda mais pseudo-amigos. Aí então, aconteceram coisas que não preciso citar e após o "boom", vim morar em Londrina.

2005, meu primeiro ano em Londrina. Era tudo novo e a rotina era algo que não me incomodava, a sensação de vida nova é algo inexplicável. Final de 2005, comecei a trabalhar e conheci uma pessoa que mudou bastante coisa, Lika. Costumávamos nos ver nos finais de semana mas aí ela foi passar um tempo no Japão e eu ocupei meus finais de semana com uma mania que me custava caro em dinheiro mas que compensou cada centavo, o Pump. Em 2006, ainda nas férias (de colégio) de janeiro, com a grana do trabalho, ia repetidamente aos sábados e domingos ao Shopping Catuaí jogar Pump. Conheci muita gente que eu gostaria que moresse decaptada, mas conheci muita gente importante, dentre estas, Danniel. Nos conhecemos em uma situação inusitada e por um acaso, descobrimos um gosto em comum que foi responsável por nos aproximar. Em fevereiro, minhas aulas começaram em outro colégio e em outro período; trabalhava das 8h às 18h e estudava das 19h30 às 23h45. Um rotina cansativa mas com o dinheiro, consegui acumular minha humilde coleção de mangás, comprar um computador só pra mim, entre outras coisas. Todos conhecem a fama de colégios noturnos, pois é, não tem nada de mito. Chegava do serviço e não mais jogava Diablo II ouvindo Epica ou ia para à esgrima nos dias de semana, e sim, pegava minha mochila e subia de bicicleta para o colégio. Aguentei essa rotina até agosto. Mas, antes, aconteceram outras coisas.
Em maio, meu namoro com a Lika acabou. Vivi sobre a alienação do trabalho, o cansaço do noturnão e a tristeza do fim de um relacionamento. Em junho, um evento, Casa Japão.
De um jeito constrangedor, pode-se dizer que conheci Camila e Debora (mas já havia as visto antes). Ainda em junho, voltei a namorar com a Lika, após uma série de acontecimentos ruins.
Aconteceram eventos como as festas juninas da Aliança e da Acrol, que, também, me fizeram conhecer pessoas boas e ruins.
Em agosto, saí do trabalho por motivos neurológicos, assim, passando ao período da manhã no colégio. Nessa época, freqüentava muito à K2 e comecei a freqüentar diariamente por não trabalhar mais. Aí, então, comecei a conversar mais com a Camila e conheci um bocado de pessoas como a Mari. Acho que a primeira vez que saí com Camila, Danniel, Lika, Zineu e Mari, foi no aniversário da Mari, na casa dela.
Após tudo isso, aconteceram tantas coisas que é difícil citar tudo. Teve Halloween da K2, VGL, aniversários... No evento Londrina Matsuri, conheci uma garota com cara de emburrada, Raquel, mas foi rápido perder a imagem de garota mal-humorada que tinha dela, assim que adiconei-a no msn e percebi que era uma criança que amava poemas.
Mais para o fim do ano, um certo dia saindo do colégio, fomos para o Subway onde vi pela primeira vez uma garota aparentemente quietinha (hehehe), Tammy.
Ao fim de 2006, percebi como gostava desses meus novos amigos.

2007 chegou e pude conhecer melhor cada uma dessas pessoas. Esse foi a ano que me dei mais conta de como a K2 fedia e como existem pessoas insatisfeitas com a felicidade alheia. Coisas ruins aconteceram mais do que em 2006, quando eu ainda tentava relevar.
Eventos, saídas e, a cada dia mais, esse pessoal fazia parte da minha vida neutra. Páscoa juntos, acampamento juntos, aniversários juntos.. era a primeira vez que eu tinha um grupo de amigos que realmente gostavam de mim pelo que eu era.




Eu sei que as coisas são passageiras e é horrível ter que pensar dessa maneira. Então, o importante é que seja intenso e espero que as coisas continuem acontecendo conosco por muito tempo ainda. Este post é dedicado a todos vocês, amigos.
Pessoal, poderia descrever cada um de vocês, mas aí já seria exibicionismo demais. É só uma homenagenzinha modesta.

Feliz ano novo pra todo mundo!

PS: Hoje passei na casa da Nati e ela tinha ido na igreja...